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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Receptores GPS e triangulação celular

Como bem sabemos, o GPS é um sistema de posicionamento a partir de sinais enviados por uma rede de satélites. O receptor GPS calcula o tempo que os sinais de pelo menos três satélites demoram para chegar e, a partir daí calcula sua posição com uma precisão de poucos metros.

Isso é possível porque tanto os satélites quanto os receptores possuem relógios sincronizados com uma precisão quase absoluta. Como os sinais de rádio trafegam na velocidade da luz, qualquer atraso resultaria em erros de vários KM. Um exemplo de como o sitema precisa ser preciso é que os satélites precisam ser ajustados em algumas frações de nanossegundo periodicamente para corrigir pequenos desvios decorrentes da diferença gravitacional entre os relógios na terra e no espaço (quanto mais forte é a gravidade, mais devagar correm os relógios, como previsto pela lei da relatividade).

Os primeiros receptores de GPS eram muito mais simples que os atuais. Eles forneciam apenas a latitude e a longitude, o resto era por conta do utilizador, que precisava calcular a localização no mapa. :)

Os atuais combinam as coordenadas de localização com mapas digitais e um software que calcula a posição no mapa, oferece direções, informações sobre o trânsito e outros serviços, pelos quais você paga normalmente uma taxa anual:

Podemos dizer que 25% do custo de um aparelho de GPS atual correspondem aos circuitos básicos que calculam as coordenadas, 50% correspondem ao restante do hardware (processador, memória, tela, etc.) responsável pelas demais funções e os 25% restantes correspondem a softwares e serviços adicionais.

É aí que entram os receptores bluetooth, que, por incluírem apenas os circuitos básicos, combinados com um transmissor bluetooth, usado para comunicação, custam muito mais barato:

Receptores GPS bluetooth podem ser combinados com um PC ou um notebook (basta encontrar o software apropriado), mas o mais comum é combiná-los com um smartphone, que recebe as coordenadas e executa as demais operações, executando o software com os mapas e fornecendo direções. Tudo é processado pelo próprio smartphone, a partir das coordenadas calculadas pelo receptor GPS. No caso dos smartphones da Nokia, por exemplo, você utilizaria o Nokia Maps:

O Nokia Maps é um aplicativo gratuito, que vem pré-instalado em alguns aparelhos e nos demais pode ser instalado através do "aplicativos > downloads". Entretanto, é preciso pagar uma assinatura para ter acesso ao serviço de navegação. Outra opção é simplesmente usar o Google Maps também oferece suporte a um receptor GPS externo e é inteiramente gratuito.

Para quem não tem o receptor GPS, ele oferece um serviço gratuito de localização através de triangulação celular, que indica sua localização com uma precisão de 1800 metros (na maioria das cidades). A triangulação celular é baseada no mesmo princípio do GPS, mas trabalha com base na intensidade do sinal das torres de celular:

A idéia é simples. Conforme você se afasta de uma torre, o sinal fica cada vez mais fraco, mas, em compensação, o sinal de outras torres fica mais forte. Se o software sabe a localização das torres próximas, pode calcular sua posição com base na intensidade e no tempo de resposta de cada uma. É possível também fazer o inverso, localizando o aparelho com base nas informações coletadas pelas torres, serviço oferecido por algumas operadoras. A precisão não é nem de longe tão boa quanto a de um GPS, mas a vantagem é que você não precisa de nenhum hardware adicional.

No caso do Google Maps, a grande limitação da triangulação é que ele não acompanha seu deslocamento, se limitando a mostrar sua posição dentro de um conjunto de pontos pré-programados (ou seja, você começa em um ponto e conforme se desloca, o ponto subitamente se desloca para outro local, a 800 ou 1000 metros de distância). Ele apenas te ajuda a se localizar no mapa e a partir daí conseguir chegar ao local que está procurando.

Smartphones: a história do Symbian

A Psion era uma pequena empresa Inglesa, que começou a produzir computadores de mão em 1984, que culminaram no Psion Series 5, um handheld bastante poderoso (para a época), que oferecia um volume surpreendente de recursos e rodava um sistema operacional próprio, o EPOC.

O Psion Series 5 era baseado em um processador ARM7100 de apenas 18.4 MHz, combinado com 8 MB de memória SRAM, usada para armazenamento e instalação de programas, que podia ser expandida através de cartões compact flash de até 128 MB. Na época, os cartões de memória eram ainda muito caros (eles vieram a se popularizar apenas a partir de 2004), de forma que 128 MB pareciam realmente uma capacidade inatingível.

Outra característica curiosa é que o Psion 5 funcionava com duas pilhas AA, que resistiam a até 30 horas de uso contínuo. Com isso, a autonomia não era problema, já que você podia comprar dois pares de pilhas recarregáveis e simplesmente ir trocando-os conforme o uso (os dados da memória eram preservados durante as trocas graças a uma bateria de backup, como as usadas nas agendas eletrônicas).

A característica que mais chamava a atenção era o teclado, que deslizava quando o aparelho era aberto, melhorando o aproveitamento do espaço e colocando a tela numa posição confortável para uso prolongado. Isso tornou o Psion o preferido entre engenheiros, médicos e profissionais em geral, já que era o único portátil da época que permitia trabalhar confortavelmente por longos períodos, substituindo um notebook:

Entre os aplicativos instalados, estavam um processador de textos, planilha, gerenciador de contatos, agenda, calculadora, leitor de e-mails e navegador, que podiam ser usados caso você comprasse o modem serial, que era vendido como acessório.

A tela era monocromática e não oferecia um contraste muito bom, refletindo muito a luz ambiente. Entretanto, ela tinha como grande vantagem a resolução de 640×240, espaçosa mesmo para os padrões atuais:

Em termos de hardware, o Psion 5 era bastante modesto, a começar pelo processador. O grande destaque era o sistema operacional, que aproveitava muito bem os recursos de hardware, e rodava com um desempenho surpreendente.

O Psion 5 foi seguido pelo Series 5 MX, pelo Psion Revo e pelo Series 7, um modelo maior e com tela colorida. Nenhum deles fez muito sucesso, o que acabou levando a empresa a descontinuar a linha em 2001. Apesar disso, o EPOC sobreviveu, dando origem ao Symbian, que o sistema mais usado em smartphones, sobretudo em aparelhos da Nokia, LG, Samsung, Motorola e Sony-Ericsson.

Duas vantagens do Symbian é que ele tem o apoio de vários fabricantes (incluindo a Nokia, que possui mais de 30% mercado global de aparelhos) e que ele é um sistema relativamente leve (principalmente se comparado ao Windows Mobile, que seria seu concorrente direto) permitindo que ele seja usado em aparelhos mais compactos, sem que as funções ou a autonomia da bateria sejam comprometidas.

A família Symbian é dividida em duas plataformas, parcialmente incompatíveis. De uma lado temos o S60, desenvolvido pela Nokia (e encontrado também em alguns aparelhos da LG, Samsung e alguns outros fabricantes, que licenciam o sistema) e o UIQ, encontrado em aparelhos da Sony-Ericsson e da Motorola. Entre os dois, o S60 é o mais usado, simplesmente porque a Nokia vende um volume muito maior de aparelhos.

Uma das principais diferenças entre os dois é que o S60 é controlado através das teclas, oferecendo uma interface mais familiar para quem está acostumado a usar as interfaces de celulares, enquanto o enquanto o UIQ oferece suporte a telas touchscreen e ao uso da stylus:

A relação entre o Symbian, o S60 e o UIQ pode parecer complicada, mas na verdade não é. O Symbian é o sistema operacional, que inclui drivers e bibliotecas de funções, enquanto o S60 e o UIQ são interfaces que rodam sobre ele, incluindo aplicativos e bibliotecas de desenvolvimento.

Se fôssemos traçar um paralelo com as distribuições Linux, o Symbian seria composto pelo Kernel e as bibliotecas básicas do sistema, enquanto o S60 e o UIQ seriam o KDE e o Gnome; interfaces que rodam sobre ele.

Continuando, embora o Symbian tenha nascido como um sistema proprietário, ele fez o caminho inverso em 2008, quando a Nokia, que já tinha 48% das ações da empresa, comprou o restante da Symbian, incluindo os direitos sobre o sistema, para em seguida anunciar a abertura do código fonte e a transferência do desenvolvimento para uma fundação neutra, a Symbian Foundation, processo que foi concluído até 2010.

Essa decisão pode parecer estranha a princípio, mas na verdade foi cuidadosamente calculada. A Nokia utiliza o Symbian na maior parte dos seus aparelhos, que representam alguns bilhões anuais apenas em lucro líquido. Com isso, comprar os direitos sob o sistema de forma a evitar que outra empresa concorrente o fizesse faz bastante sentido.

Por outro lado, manter o sistema proprietário significaria que a Nokia teria que arcar sozinha com todo o desenvolvimento do sistema e correr o risco de ver os desenvolvedores de softwares e outras empresas que utilizam o sistema debandarem para o Android, que é uma plataforma aberta. Com isso, comprar e em seguida abrir o sistema acabou se revelando a melhor saída.

A Symbian Fundation já contou com nomes de peso, como a Motorola, Sony Ericsson e a NTT DoCoMo, que estão contribuindo com código do UIQ e outros componentes, além da própria Nokia, que anunciou planos de abrir o S60 e doar o código à fundação. Vale lembrar que recentemente, devido basicamente à desistência dos particupantes, a Nokia assumiu novamente o controle total do Symbian, encerrando a fundação.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sistema de caixa postal (voice slim)

Voice Slim

O Sistema é aquele, que tem essa gravação:

http://www.4shared.com/audio/-XK8823Q/Sistema_Voice_Slim.html

Para entrar no menu, é só digitar * na gravação da saudação, de qualquer uma Caixa Postal.

Comandos do menu do Sistema:

Digite

* - acessar a Administração (quando ela estiver aberta)

0 - Para ser transferido para a Telefonista.

# - Para entrar na Caixa Postal

Ou no menu do sistema é só digitar, o número da Caixa Postal, para quem você deseja deixar uma mensagem.

Para conhecer melhor a administração do sistema, e saber como configurar, a notificação de mensagens, e só ouvir esse áudio Tutorial:

http://www.4shared.com/audio/RZgA4WQj/Administrao_e_Notificao_do_sis.html


A senha padrão das Caixas Postais, é o mesmo número da Caixa, por exemplo: caixa 1234 senha 1234, caixa 1010 senha 1010.

Você também pode, entrar na Caixa Postal digitando # na saudação.

Para mais comandos e funções do Sistema é só baixar o manual dele:

http://www.4shared.com/file/JrrWCm1b/Manual_do_Sistema_Voice_Slim.html

Obtendo nome e endereço da pessoa, pelo número do Telefone.

Para descobrir, o nome completo da pessoa e todos os dados, de seu endereço, você terá que baixar esse programa:

Consulta Telefônica Procob

http://www.4shared.com/file/ZmVmKG4d/Consulta_Telefnica_Procob.html

Depois da instalação, você terá R$ 1,00 de créditos, para fazer as suas consultas.

Valores

Pesquisar pelo número do telefone: R$ 0,20

Pesquisar pelo nome e endereço: R$ 0,10

Enviar SMS: R$ 0,50

Depois que você gastar esse R$ 1,00 de crédito, você terá que comprar créditos no site Procob, mas acho que se você desista-lar e reinstalar o programa, volta os R$ 1,00 de crédito, mas se isso não funcionar e só apagar, os valores da chave de registro, do programa no computador e instalar o programa novamente.

O programa faz as pesquisas, de qual quer operadora de telefone fixo no brasil e de alguns números de celulares.

Flood SMS

Mais conhecido por SMS Bomba, é o ato de enviar de uma unica só vez, varias mensagens de texto para um celular.

Com isso podemos zuar com nossos amigos e deixar o celular dele ficar tocando toda hora, até encher a memória do celular.

Para fazer isso é só entrar nesse site que eu encontrei:

http://dgoh.org/site/joseph/floodsms.php

Dai você poderá escolher a quantidade de mensagens, que você quer enviar e colocar o número do celular da vítima.

Divirtam-se.

Enviando SMS Confidencial

Se quiser que fiquem a pensar, quem enviou a mensagem, mantenha-se anónimo.

Para isso, basta começar o texto da sua mensagem, por *CONF# e o seu número não será visualizado pelo receptor.

Se deseja receber uma notificação de um SMS confidencial, basta coordenar os dois pedidos:

*NOT*CONF# seguido do texto da mensagem

Notas:

O envio de "SMS Confidencial" não funciona para mensagens, com mais de 160 caracteres (o comando "*CONF#" é contabilizado na contagem dos caracteres da mensagem).

O comando "SMS Confidencial" não funciona com caracteres especiais (como, acentos, simbolos etc..)

Entenda como funciona o grampo telefônico

Introdução

Telefones grampeados aparecem o tempo todo em filmes de crime e espionagem. Espiões e bandidos sabem que o inimigo está ouvindo, por isso usam códigos para falar ao telefone e ficam de olho para ver se encontram microfones implantados. No mundo real, não pensamos muito a respeito disso. Na maior parte do tempo, achamos que nossas linhas telefônicas estão seguras. Normalmente elas realmente estão, mas somente porque ninguém está interessado em escutar o que conversamos. Se estivessem, poderiam grampear qualquer linha telefônica facilmente.

Entretanto, no Brasil, muitas pessoas têm seus telefones grampeados, como foi o caso do ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica da Presidência da República, que revidou dizendo que foram ilegais os procedimentos de espionagem noticiados. Mesmo sendo ilegal, essa prática ocorre até mesmo por ser muito simples.

Apesar do direito à privacidade assegurado pela Constituição, há uma variedade de produtos utilizados em grampos disponíveis na Internet, com uma facilidade enorme para adquiri-los. No Brasil, a Lei 9.296/1996 estabelece a permissão de grampo telefônico apenas para apurar crime para o qual é prevista pena de prisão e somente com ordem judicial. Mesmo assim com R$ 50,00 ou R$ 100,00 é possível adquirir uma escuta que transmite as conversas em freqüência FM, captada por qualquer rádio. Este aparelho é plugado na linha telefônica e as conversas podem ser ouvidas ou gravadas num raio de 80 metros. Alguns modelos mais sofisticados podem chegar a R$ 700,00.


A tecnologia simples do telefone o faz um sistema propenso a escutas clandestinas

Neste artigo, vamos explorar, na prática, o telefone grampeado para vermos como ele é simples. Também vamos ver alguns diferentes tipos de grampo telefônico, descobrir quem grampeia telefones e examinar as leis que regulamentam esta prática.

Para aprender como funciona o grampo telefônico, antes é preciso entender os fundamentos dos telefones. Se observarmos o interior de um fio telefônico, veremos como a tecnologia é simples. Ao removermos o revestimento externo, encontramos dois fios de cobre, um verde e outro vermelho. Estes dois fios fazem a ligação entre dois telefones.


Os fios, um vermelho e um verde, formam um circuito parecido com o que existe em uma lanterna. Em um cabo telefônico, o fio verde é conectado à extremidade positiva e o vermelho à negativa.

Os fios de cobre transmitem as ondas sonoras flutuantes de sua voz como uma corrente elétrica flutuante. A companhia telefônica envia esta corrente através dos fios, que são conectados ao alto-falante do telefone e ao microfone. Ao falarmos, o som produz flutuações de pressão atmosférica que movimentam o diafragma do telefone para frente e para trás. O microfone é conectado de modo que a resistência aumente ou diminua (na corrente que passa pelo fio) em sintonia com a flutuação na pressão atmosférica captada pelo diafragma do telefone.

A corrente variável passa pelo receptor no telefone na outra extremidade e movimenta o dispositivo no alto-falante daquele telefone. A parte central do dispositivo é um eletroímã, conectado ao diafragma e situado na frente de um ímã natural. O fio que carrega a corrente elétrica variável gira ao redor do eletroímã, criando um campo magnético que o afasta do ímã natural. Quando a voltagem aumenta, o magnetismo do eletroímã também aumenta e o afasta mais do eletroímã natural. Quando a voltagem diminui, ele recua. Desta forma, a corrente elétrica variável movimenta o diafragma para frente e para trás, reproduzindo o som captado pelo microfone na outra extremidade.

Em seu caminho através da rede telefônica global, a corrente elétrica é transformada em informação digital, de modo que possa ser enviada rapidamente e com sucesso para longas distâncias. Ignorando esta etapa no processo, podemos pensar sobre a conexão telefônica entre você e um amigo como sendo um circuito muito longo que consiste de um par de fios de cobre. Como em qualquer circuito, você pode conectar mais cargas (componentes energizados por um circuito) em qualquer lugar ao longo da linha. É isso que fazemos quando colocamos um telefone extra (uma extensão) em uma tomada de nossa casa.

É um sistema muito conveniente, pois é muito fácil de instalar e de fazer a manutenção. Infelizmente, é muito fácil de se explorar também. O circuito, com sua conversa, sai de sua casa passando pela vizinhança e por várias estações comutadoras entre você e o telefone, na outra extremidade. Em qualquer ponto deste trajeto, alguém pode adicionar uma nova carga ao circuito eletrônico, da mesma forma que você pode conectar um novo aparelho a uma extensão. No grampo telefônico, a carga é um dispositivo que transforma, novamente, o circuito elétrico no som de sua conversa.

O grampo telefônico é isso: conectar um dispositivo de escuta a um circuito que carrega informações entre telefones. Nas próximas seções, vamos dar uma olhada em algumas escutas específicas e descobrir onde são conectadas ao circuito.

Técnicas básicas de grampo telefônico


Vimos que grampear uma linha é como conectar um aparelho em um circuito elétrico que passa por sua casa. Ao conectar seu aparelho à parede, ele puxa energia de uma corrente elétrica que passa pelo circuito. A corrente em uma linha telefônica fornece energia e também carrega informações, uma forma de flutuações de corrente que representam as flutuações de pressão atmosférica de ondas sonoras. O grampo telefônico é um dispositivo que pode interpretar estas flutuações como sendo som.


O telefone comum pode ser considerado um tipo simples de grampo telefônico. De certo modo, você está grampeando sua própria linha telefônica toda vez que coloca uma extensão em sua casa. Logicamente isso não é considerado grampo, uma vez que não existe segredo algum.

Pessoas que grampeiam linhas telefônicas fazem a mesma coisa, mas tentam esconder o grampo da pessoa que está sendo espionada. A maneira mais fácil de fazer isso é conectar um telefone em algum trecho da linha que esteja do lado de fora da casa. Para configurar um telefone para grampo, a pessoa deve cortar o cabo que está conectado a um dos plugues modulares (a parte que você insere na tomada) até que os fios vermelhos e verdes fiquem expostos. Em seguida, deve ser ligado ao telefone e os fios expostos devem ser conectados a um ponto de fácil acesso na linha do lado externo.


Com essa ligação, o grampeador consegue usar a linha da pessoa da mesma forma que ela usa. O grampeador pode ouvir e fazer ligações. A maioria dos grampeadores desabilita o microfone para que ele funcione apenas como um aparelho de escuta. Se não fosse assim, a pessoa escutaria a respiração do sujeito que está espionando e ficaria alerta.

Este tipo de grampo é fácil de instalar, mas tem algumas desvantagens caso você seja um espião. Antes de tudo, o espião deve saber quando a pessoa vai usar o telefone para que ele possa estar presente no momento certo. Além disso, um espião tem que ficar na escuta para ouvir o que está acontecendo. Obviamente, é difícil prever quando alguém vai usar o telefone, portanto, ficar esperando perto do quadro de telefone não é uma das melhores estratégias.

Por estes motivos, espiões usam tecnologias mais sofisticadas para escutar as conversas de alguém. Na próxima seção, daremos uma olhada nos principais tipos de equipamentos para descobrirmos como os espiões ficam na escuta sem serem descobertos.

Manual Básico de Telefonia e Telecomunicações

A Rede Telefônica

Definição

Rede telefonica fixa é o sistema básico de telecomunicações que correspondente aos aparelhos utilizados pelos usuários do sistema e de um vasto conjunto de acessórios, tudo isto com o objetivo de prover a interligação dos usuários do sistema telefonico (assinantes) à central telefônica e as várias centrais entre si.

Função

As centrais telefônicas têm como funções principais a gerência, distribuição, concentração, interligação e tarifação das chamadas produzidas pelos assinantes.

A rede telefônica é composta pela rede de longa distância (centrais internacionais e interurbanas) e seus respectivos entroncamentos, a rede local (centrais e entroncamentos em área urbanas) e o enlace do assinante, constituído pelos terminais e linhas de assinantes.

Hierarquicamente falando:

1 - redes interurbanas;
2 - redes locais;
3 - redes de assinantes (que ligam os assinantes às estações telefônicas) *;
4 - redes de alimentação (primárias);
5 - redes de distribuição (secundárias);
6 - redes internas (terciárias).

* redes de entroncamentos (que interligam as estações locais).


Os Sistemas Telefônicos

Sistema telefonico é o sistema que permite a comunicação de dois assinantes através do telefone. Este sistema se divide em subsistemas operacionais que trabalham interagindo entre si. São eles:

- Rede de Comutação
- Rede de Acesso
- Rede de Transmissão
- Infra-estrutura para Sistemas de Telecomunicações
- sinalização por canal comum número 7 (SS7)

Divisões do Sistema Telefônico

Rede de Comutação: São equipamentos necessários à seleção do caminho que possibilita a comunicação entre os usuários.
Rede de Acesso: É o suporte físico necessário para a comunicação.
Rede de Transmissão: É suporte físico ou não que permite a propagação da informação.
Infra-estrutura para Sistemas de Telecomunicações: São sistemas secundários que fornecem apoio aos equipamentos de transmissão e comutação, como, por exemplo, o sistema de energia que alimenta eletricamente as partes componentes dos outros sistemas.

Ainda assim existem sistemas secundários que oferecem apoio aos equipamentos de transmição e comutação, fazendo parte deste sistema torres de transmissão, energia, aterramento e refrigeração, este sistema é chamado sistema de infra-estrutura.

• REDE DE COMUTAÇÃO

Funções das Redes de Comutação

Função de Comutação: realizada através de dispositivos que estabelecem a conexão entre assinantes durante a conversação.
Função de Controle: realizada através de dispositivos inteligentes que comandam as ações de identificação, supervisão e tarifação de uma chamada telefônica.

A Topologia das Redes de Comutação Telefônicas
Centrais Telefônicas
Privadas:

Utilizadas nas indústrias, empresas e outros setores nos quais o volume de tráfego imponha.
Os aparelhos telefônicos ligados a uma central privada são chamados ramais, enquanto os enlaces com a central local são chamados troncos.

Públicas:

Central local – Onde chegam as linhas de assinantes e se faz a comutação local. A interligação de centrais locais forma uma rede em malha ou sistema local;

Central tandem local – Comuta ligações entre locais, formando uma rede estrela;

Central tandem interurbana – Interliga centrais interurbanas;

Central trânsito interurbana – Interliga dois ou mais sistemas locais, inclusive por intermédio de uma central tandem local. Essas centrais interligam-se diretamente ou através de outra central trânsito;

Central trânsito internacional – Faz a interligação entre países.

Níveis hierárquicos (Classes) entre as centrais da Rede de Telefonia Pública Comutada (RTPC)

Centrais de Classes Interurbanas

Central trânsito classe I – Representa o nível mais elevado da rede interurbana. Essa central tem acesso a pelo menos uma central que processa tráfego internacional;

Central trânsito classe II – Central de trânsito interurbana, subordinada a uma central trânsito classe I;

Central trânsito classe III – Central de trânsito interurbana, subordinada a uma central trânsito classe II;

Central trânsito classe IV – Central trânsito interurbana, subordinada a uma central classe III, interligada a centrais locais;


Centrais Privadas:

SPCT – PABX
(SPCT – Serviço Privado de Comutação Telefônica)

Aplicações:

- Conexão à central pública;
- Acesso a RDSI (rede digital de serviços integrados);
- Acesso a DDR (discagem direta a ramal);
- Interface para rede de dados;
- Busca automática.

Benefícios:

Várias soluções adaptáveis ao porte, tipo de atividade e características da Empresa;
Preços e condições comerciais competitivos, de acordo com a sua necessidade de comunicação.

Facilidades Adicionais:

Correio de voz;
Mesa operadora digital;
Atendedor automático integrado;
Distribuição automática de chamadas;
Integração computador/ telefone;
Sistema de tarifação por ramal.
Interconexão entre Centrais Telefônicas

Números Telefônicos (DDD/DDI, Identificador da central e do assinante)
55 (091) 2478 – 5463

O numero 55 é código brasileiro internacional, o 091 é o código da área onde está localizada a central telefônica, o 2478 é o número identificador da central e o 5463 é o número identificador do assinante ou seja da estação onde está localizado o telefone. A comunicação por centrais telefônicas digitais a comunicação é feita por troncos vagos Quando se disca um numero de uma Central

Telefônica , ela procura um tronco vago entre ela e a outra Central que esta chamando e então manda algumas freqüências de controle junto com o numero que você discou. Para identificar quais troncos estão vagos, a CT procura por uma freqüência de 2600 Hz em algum tronco. Todo tronco vago possui um sinal com freqüência de 2600 Hz

Circuitos Troncos

Os Os circuitos tronco, ou simplesmente tronco, são o meio que permite a ligação entre duas centrais de comutação e suporta a conversação telefônica. O circuito tronco é um circuito permanente entre os equipamentos de comutação de duas centrais automáticas. É constituído por um conjunto de juntor de saída e de juntores de entrada interligados, isto é, compreende o juntor de saída da central origem, o correspondente juntor de entrada da central destino e o meio que os interliga.
troncos podem ser são classificados como:

Unidirecionais: quando fazem a função de circuitos de saída ou de entrada.

Bidirecionais: quando fazem as funções de circuitos de entrada e saída simultaneamente.
O conjunto de vários troncos que interligam uma central é chamado de rota. Por sua vez, as rotas podem ser divididas em:

Rota Local: é aquela que liga centrais locais.

Rota IU (interurbana): é aquela que liga centrais IU (interurbana).
É chamado de rota alternativa aquele tipo de rota que aceita chamadas telefônicas excedentes de outras rotas locais ou interurbanas.

Uma área local engloba o conjunto de uma ou mais centrais locais e sua respectiva rede de cabos. Quando uma área local possui duas ou mais centrais locais é chamada de rede multicentral. A medida que a área local é expandida, ocorre a necessidade de implantação de centrais Tandem locais, tornando assim o sistema telefônico mais complexo.

A comunicação entre as centrais telefônicas é feita através de troca de sinais. Esse intercâmbio de informações entre os diversos dispositivos envolvidos deve ser rápido para evitar a sobrecarga de chamadas. Usualmente a troca de sinais é possível através da operação da rede de sinalização por canal comum número 7

• REDE DE ACESSO
A rede de acesso é a rede que permite a ligação física dos telefones às centrais de comutação.
A rede de Acesso é composta por:

• rede interna: engloba a fiação interna da casa do assinante ou escritório da empresa até a tomada do telefone.

• fio-dropp: é a fiação que vai da tomada onde está conectado o telefone até a caixa de distribuição (CD), que une um feixe de fios.

• rede secundária: é o trecho entre a caixa de distribuição e o armário de distribuição (AD), que por sua vez une vários feixes que partem das CD.

• rede primária: é o trecho entre o AD e o distribuidor geral (DG), que une vários feixes de cabos vindos dos AD e distribui pela central. Parte da rede que integra os AD já utiliza tecnologia de fibras ópticas.

Classificação

• rede interna: conjunto de cabos, acessórios e ferragens que instalados dentro de edificações, permitem as ligações de telecomunicações.

• Rede externa: segmento de rede que vai da parte externa das casas ou prédios até a central telefônica, podendo ser caracterizada por cabeamento aéreo ou subterrâneo.

• rede rígida ou alimentadora: segmento de rede que parte da central até a caixa de distribuição.

• rede flexível ou distribuidora: segmento de rede que parte do armário de distribuição até a caixa de distribuição

• REDE DE TRANSMISSÃO

A rede de transmissão é composta dos sistemas de transmissão através dos quais são realizadas as interconexões entre as centrais de comutação ou entre redes de computadores.

Os sistemas de transmissão utilizam dois meios para o envio das informações.

Meios físicos : Por exemplo o cabo coaxial e fibra óptica

Meios não-físicos: o espaço livre.

Pode-se conceituar meio de transmissão como todo suporte que transporta as informações entre os terminais telefônicos, desde a origem (central telefônica na origem da chamada) até o destino (central telefônica no destino da chamada) e vice-versa. Como suporte à transmissão temos: telefone, linha de assinante, percurso interno nas centrais telefônicas, linhas físicas, multiplex, rádio, atmosfera e vácuo.

Comunicação

Conceito:

É o transporte da informação de um lugar para outro, da origem ao destino

Os sistemas de telecomunicações podem ser divididos em:

• Sistemas analógicos: são aqueles que conservam a forma dos sinais desde a fonte ao destino.

• Sistemas digitais: são aqueles em que a forma do sinal transmitido pode ser diferente do sinal original.
Uma simplificação de um sistema de telecomunicações é:

• FONTE >> TRANSMISSOR >> MEIO + RUÍDO >> RECEPTOR >> DESTINO

A atenuação é o enfraquecimento do sinal durante a propagação. Para transmitir sinais à distância, vencendo a atenuação e o ruído, usam-se dois processos básicos: modulação e amplificação.

• Modulação: é a associação do sinal de informação com uma freqüência mais alta, chamada de portadora. Na modulação, o sinal de informação é utilizado para variar uma das características da portadora: a amplitude, a freqüência ou fase. AM ou Amplitude Modulada. FM ou Freqüência Modulada.

• Amplificação: é o aumento da amplitude do sinal. Contrário à modulação, existe a função de demodulação, que é a extração do sinal de informação da portadora.

Multiplexação

Multiplexação é a otimização do meio de transmissão para permitir várias comunicações simultâneas, na mesma direção. Os equipamentos que executam essa função são chamados de multiplex ou mux. No mux telefônico, o canal empregado chama-se de canal de voz, de 4khz de largura, sendo a faixa de 0,3 a 3,4khz de largura usada para voz. O mux agrupa vários canais de voz na origem, mantendo a separação que evita a interferência entre eles e os envia pelo meio de transmissão. No destino, outro mux separa os canais recebidos.

A separação dos canais de voz por freqüência é usada no FDM (Frequency Division Multiplex) ou, em português, multiplexação por divisão de freqüência. Nesse método, cada sinal de voz modula uma portadora, separada da outra por 4khz. O resultado é a translação das freqüências de voz para um sinal complexo, a banda base, que contém a informação de todos os canais.

A separação dos canais de voz também pode ser feita em relação ao tempo, chamada de TDM (Time Division Multiplex) ou multiplexação por divisão de tempo. Nesse método, várias amostras de sinais do canal são coletadas em intervalos de tempo bem pequenos, estas amostras serão transmitidas agrupadas pelo meio de transmissão. No destino, outro mux TDM recupera e separa os sinais de voz.

No FDM os sinais são sempre mantidos na forma original (somente alteram-se as freqüências), portanto é um sistema analógico. Por outro lado, no TDM, os sinais de voz são convertidos em código binário, caracterizando-o como um sistema digital.
Atualmente já existe tecnologia que permite a multiplexação por divisão de comprimento de onda (WDM), considerando como meios de transmissão cabos ópticos.

Linhas físicas

As linhas físicas são caracterizadas por condutores elétricos metálicos geralmente utilizado o (cobre), que interligam duas centrais telefônicas quaisquer. As mais utilizadas são as de pares de condutores elétricos, cabos coaxiais e fios.

• Pares de Condutores Elétricos: atualmente são agrupados para formar cabos de alta capacidade, conhecidos como cabos multipares. Onde em um cabo possuem diversos pares,(50 x 1) isso é: em apenas 01 cabo possuem 50 pares.

• Fios: raramente usados hoje em dia, normalmente entre postes para interligar centrais de comutação IU (interurbana).

• Cabos Coaxiais: são compostos por um conjunto de condutores cilíndricos, um maciço e outro oco, sendo que o primeiro é acomodado no interior do segundo isolado eletricamente. O cabo coaxial é formado por um conjunto de tubos, isolados elétrica e magneticamente, agrupados numa estrutura protetora comum.

Quando se interconectam centrais telefônicas através de cabos coaxiais, a técnica utilizada é chamada de multiplexação. A multiplexação é realizada através da divisão de freqüência ou divisão do tempo. Os equipamentos utilizados são também os multiplex, que necessitam de dois cabos coaxiais, um para transmissão e outro para a recepção, que trabalham indistintamente, enquanto um transmite o outro pode receber.

Transmissão via rádio

Existem casos em que a distância entre as centrais de comutação é maior e torna-se inviável a ligação via cabos. Nessas situações o meio de transmissão é o espaço livre (atmosfera ou vácuo). A interligação entre as centrais pode ser feita através de um equipamento de transmissão denominado rádio.

Um rádio é um conjunto composto de transmissor, antena transmissora, antena receptora e receptor. Por sua estrutura o rádio exige o uso associado de um multiplexador (mux). Dessa forma, o rádio tem por finalidade a transmissão de informações já preparadas pelo mux e recebimento de informações emitidas por outro sistema rádio, entregando a informação ao mux associado.

Geralmente a quantidade de canais para recepção e transmissão é a mesma no rádio e no mux associado. Os tipos de transmissão via rádio são listados a seguir, sendo que para cada caso são usados antenas e rádios específicos:

• Visada direta

• Tropodifusão

• Refração

Por causa do fato dos sinais de rádio estarem sujeitos a atenuação de uma central para outra, algumas vezes é necessário a instalação de estações de rádio repetidoras. Por exemplo, os satélites colocados em órbita terrestre, são nada mais do que sofisticadas estações de rádio repetidoras, que utilizam o vácuo para propagação dos sinais.

• REDE DE INFRA-ESTRUTURA

A infra-estrutura para sistemas de telecomunicações é composta por sistemas secundários que fornecem apoio aos equipamentos de transmissão e comutação.

A infra-estrutura básica para o funcionamento de equipamentos e serviços de telecomunicações consiste de prédios, torres de transmissão, sistema de detecção e alarme de incêndio, sistema de aterramento e pára-raios, sistema de ar-condicionado (refrigeração) e sistema de energia.

SINALIZAÇÃO NA REDE TELEFÔNICA.

Sinalização de Linha: A sinalização de linha ocorre entre juntores de centrais distintas e não é percebida pelos assinantes. Os sinais de linha podem ser classificados:

Ocupação – O sinal de ocupação é emitido pelo juntor de saída de onde provém a chamada para a central que a enviará para o assinante chamado, com o objetivo de acionar o juntor de entrada desta central

Atendimento – O sinal de atendimento é gerado pelo juntor de entrada (da central para onde foi enviado o sinal de ocupação), para o juntor de saída, indicando ao chamador o momento em que o assinante chamado atende a ligação;

Desligar para trás – O sinal de desligar para trás também é gerado pelo mesmo juntor, indicando que o assinante chamado colocou o fone no gancho;

Desligar para frente – O sinal de desligar para frente é emitido pelo juntor de saída da central de onde vem o sinal do assinante chamador no instante em que este repõe o telefone no gancho, para indicar ao juntor de entrada que o chamador desligou;

Confirmação de desconexão – O sinal de confirmação de desconexão é uma resposta do juntor de entrada ao sinal anterior;

Desconexão forçada – O sinal de desconexão forçada é um sinal temporizado, cuja temporização tem início no momento do envio da sinalização de desligar para trás. O sinal de desconexão forçada também é gerado pelo juntor de entrada da central do assinante chamado. Geralmente esta temporização é de 90 segundos;

Tarifação – O sinal de tarifação é emitido a partir do ponto de tarifação para o contador do assinante chamador, de acordo com o degrau tarifário correspondente.

Bloqueio – O sinal de bloqueio ocorre quando há falha ou bloqueio (efetuado por operador) no juntor de entrada da central do assinante chamado. Quando isto ocorre o juntor de saída também fica bloqueado;

Re-chamada – O sinal de re-chamada ocorre geralmente quando se utiliza mesa operadora, para re-chamar o assinante chamado, após este ter desligado (reposto o telefone no gancho).

Sinalização de Registrador: A sinalização de registrador (ou registro) é trocada entre órgãos de controle das centrais, ocorre no início da ligação, entre assinantes de centrais distintas, até o momento em que o telefone do assinante chamador ouve o sinal sonoro indicando que o outro assinante está sendo chamado, está ocupado ou não existe. O método de sinalização pode ser por pulsos decádicos ou por sinais multifreqüênciais.

A sinalização por sinais multifreqüênciais pode ser do tipo MF (multifreqüêncial) ou MFC (multifreqüêncial compelida), este tipo de sinalização é adotada no sistema Telebrás, foi desenvolvida na Europa e possui muitas variantes. No Brasil é adotada a variante 5C.

Sinalização MFC: Na sinalização MFC cada sinal enviado compele o registrador de destino a emitir um sinal de volta, caso contrário a ligação é interrompida. Por isso se utiliza o nome sinalização compelida.

Na sinalização MFC, são utilizadas 12 freqüências, sendo 6 utilizadas pelos sinais para frente e 6 pelos sinais para trás.

Os sinais MFC são formados por combinações de duas freqüências dentre cada bloco de seis, resultando 15 combinações possíveis em cada grupo.

Sinais para frente: 1380 Hz, 1500 Hz, 1620Hz, 1740 Hz, 1860 Hz e 1980 Hz.

Divididos em:

Grupo I =Sinais referentes a informações numéricas e de seleção

Grupo II = sinais referentes à categoria do assinante originador da chamada.

Sinal Grupo I Grupo II

1 Algarismo 1 Assinante comum

2 Algarismo 2 Assinante tarifação imediata

3 Algarismo 3 Equipamento de teste

4 Algarismo 4 Telefone Público

5 Algarismo 5 Mesa Operadora

6 Algarismo 6 Equip. de transmissão de dados

7 Algarismo 7 Telefone Público Interurbano

8 Algarismo 8 Serviço Internacional

9 Algarismo 9 Serviço Internacional

10 Algarismo 0 Serviço Internacional

11 Inserção de semi-supressor de eco na origem

12 Pedido recusado, indicação de trânsito Reserva internacional

13 Reserva Reserva

14 Inserção de semi-supressor de eco Reserva

15 Fim de número Reserva

Sinais para trás: 540 Hz, 660 Hz, 780 Hz, 900 Hz, 1020 Hz e 1140 Hz.

Divididos em:

Grupo A = Sinais referentes à solicitação de informações à central anterior, para o estabelecimento da conexão

Grupo B = Sinais referentes ao estado da linha do assinante chamado.
Sinal Grupo A Grupo B

1 Enviar o próximo algarismo Assinante livre com tarifação

2 Enviar o primeiro algarismo Assinante ocupado

3 Passar para o grupo B Assinante com número mudado

4 Congestionamento Congestionamento

5. Enviar categoria e identidade Assinante livre sem tarifação do assinante chamador

6 Reserva Assinante livre com tarifação. Retenção sob o controle do assinante chamado.

7 Enviar o algarismo n-2 Número vago

8 Enviar o algarismo n-3 Assinante com defeito

9 Enviar o algarismo n-1 Reserva

10 Reserva Reserva

11. Enviar a indicação de trânsito Reservainternacional

12 Serviço Internacional Serviço Internacional

13 Serviço Internacional Serviço Internacional

14 Serviço Internacional Serviço Internacional

15 Serviço Internacional Serviço Internacional

O envio de um sinal para frente produz o envio de sinal para trás.

Sinalização Acústica:

A sinalização acústica tem por finalidade indicar aos assinantes o estado de operação dos sistema telefônicos. Ela é a única sinalização perceptível pelos assinantes. Os sinais são os seguintes: tom de discar, tom de controle de chamada, tom de ocupado, tom de número inacessível e corrente de toque.

O tom de discar é a sinalização enviada pela central ao assinante chamador, indicando que a mesma está pronta para receber e armazenar os números teclados. O sinal tem freqüência de 425 ± 25 Hz emitido continuamente, com potência de –10 ± 5 dBm;

O tom de controle de chamada é enviado pela central indicando ao chamador que o assinante chamado está livre. Este sinal é enviado juntamente com a corrente de toque que vai para o assinante chamado. Este sinal também tem a freqüência de 425 ± 25 Hz, porém emitido durante 1,0 ± 0,1s, seguido de um período de silêncio com duração de 4,0 ± 0,4s. A potência deste sinal é de –10 ± 5 dBm;

O tom de ocupado é enviado ao assinante chamador, indicando uma das seguintes ocorrências:
O assinante chamado está ocupado;

Há congestionamento em algum ponto da cadeia de comutação;

O assinante chamador cometeu erro ao discar;

O número discado não está acessível à categoria do chamador.

Este sinal é gerado pela central do assinante chamador. A freqüência do sinal é de 425 ± 25Hz, emitido em intervalos de 250 ± 25ms intercalados com intervalos iguais de silêncio. A potência deste sinal é de –10 ± 5 dBm;

• O tom de número inacessível é enviado ao assinante chamador por um juntor especial, para indicar que a chamada não pode ser completada por uma das seguinte razões:

o número chamado não existe;

a linha do assinante chamado está com defeito;

a linha do assinante foi mudado.

A corrente de toque é a sinalização enviada pela central ao assinante chamado, para indicar que há chamada para o mesmo. O sinal ocorre na freqüência de 25 ± 2,5 Hz, que aciona a campainha do aparelho telefônico, os intervalos são os mesmos do tom de controle de chamada, porém eles podem não estar sincronizados.

Sinalização em Canal Comum.

As informações para o controle e supervisão da rede telefônica podem ser transmitidas de duas formas:

1-Sinalização por canal associado (CAS), em que a informação de sinalização é transferida pelo próprio circuito;

2-Sinalização em canal comum (CCS), quando a sinalização é fornecida em comum para um conjunto de circuitos.

Com a introdução de computadores deu maior versatilidade às funções de comando e controle nas centrais CPA, permitindo a padronização de uma técnica de sinalização em que os sinais são transmitidos em canais dedicados, ou seja a sinalização em canal comum, o qual vem sendo adotado em todo o mundo, por conta de algumas razões fundamentais:

• Rápidas mudanças nas técnicas de controle das centrais;

• As limitações da sinalização por canal associado;

• O potencial de evolução da sinalização em canal comum.
As Vantagens do método de sinalização em canal comum são:

• Separar as informações telefônicas e de sinalização;

• Ampliar a taxa de transmissão, além do número de funções e protocolo;

• Implantação de detecção e correção de erros;

• Segurança contra interrupções;

• Sobrecarga no processamento.
O sistema CCS (sinalização em canal comum) é também conhecido como sistema de sinalização comum número 7 ou SS#7. Seu objetivo é prover um sistema de sinalização por canal comum, padronizado internacionalmente, que:

• Seja otimizado para operação em redes digitais;

• Satisfaça os requisitos atuais e futuros de transferência de informação entre processadores nas redes digitais;

• Seja confiável na presença de distúrbios de transmissão e falhas na rede.
Por canal comum entende-se que existe um canal de comunicação dedicado à sinalização entre dois processadores, independente de outros canais de informações. O CCS cuida da sinalização para comunicações associadas a circuitos ou não, sendo otimizado para operar com canais a 64 Kbits/s. O sistema é usualmente montado com redundância de enlaces de sinalização e funções para comutação automática de tráfego de sinalização para vias alternativas.

SINALIZAÇÃO POR CANAL COMUM 7

O sistema de sinalização por canal comum número 7 é aquele onde temos um canal específico para troca de sinalização, isto é, um dos canais ao invés de trafegar informações digitalizadas da conversação é utilizado somente para enviar informações de sinalização comum a diversas chamadas, sendo por este motivo, este tipo de sinalização, denominado também de sistema de sinalização por canal comum número 7 ou, simplesmente, sistema de sinalização número 7 (SS7).

Quando duas centras de comutação estão ligadas entre si com a sinalização por canal comum 7 ativa ela estabelece algumas funções referentes à sinalização, são elas:

- Sinais necessários para estabelecimento de conexão;

- Sinais de controle e gerência da rede de comunicação;

- Dados de tarifação

Fonte: Wikipedia e Google

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Rede Telefônica Pública Comutada

A Rede Telefônica Pública Comutada (RTPC) é uma rede de comunicação (analógica ou digital), com acessos analógicos pelo assinante. Destina-se, basicamente, ao serviço de telefonia, oferecendo suporte à comunicação de dados na faixa de voz (entre 300Hz e 3400Hz).

Trata-se de uma estrutura de comunicação complexa e de grande capilaridade. É composta pela rede de longa distância (centrais interurbanas e internacionais) e os respectivos entroncamentos, rede local (composta pelas centrais locais e entroncamentos urbanos) e o enlace de assinante, constituído pelos terminais e linhas de assinante.

Breve Histórico

O objetivo original da rede telefônica comutada era a comunicação de voz entre dois pontos. Inicialmente ligavam-se dois telefones, mas com mais telefones instalados, foi necessário encontrar uma maneira de efetuar sua interligação. Como hipótese, surgiu uma opção de ligar cada telefone a cada um dos outros telefones na rede. Mas esta solução seria um desperdício de fiação, sem considerar os enormes custos associados.

Surgiram então as primeiras centrais telefônicas manuais, onde todas as ligações entre os telefones dos assinantes eram feitas pelas telefonistas. Esse processo tinha como desvantagem demora na conexão, pois dependia da habilidade da operadora além de ser possível à operadora ouvir a comunicação, perdendo-se assim a privacidade, uma das virtudes pelas quais o telefone tinha sido inventado.

Com o objetivo de solucionar esses problemas, surgiu em 1891 a primeira central telefônica de comutação automática, constituída por dois elementos básicos:

Um disco com dez dígitos instalado no telefone do assinante, gerando pulsos de corrente que representam os dígitos de zero a nove, o que permitia à central determinar o telefone para o qual se pretendia ligar;

Um comutador existente na central, onde um braço rotativo se movia num arco semicircular com dez contatos, cada um ligado a uma linha ou a outro comutador, sendo o braço controlado pelos impulsos de corrente enviados pelo aparelho do assinante.

Este tipo de central telefônica foi de aplicação generalizada até a década de 1970. A partir dessa época começam a surgir sistemas com dispositivos de comutação eletrônicos e, nos anos de 1980, a comutação passa a ser executada por centrais totalmente digitais, em que os computadores substituíram os mecanismos eletromecânicos.

Meios de Comunicação

As redes públicas de telecomunicações utilizam uma variedade de meios guiados e não guiados para os sistemas de transmissão. Os fios de cobre ainda são largamente utilizados na ligação entre a central telefônica e os terminais de assinantes. Para ligações entre sistemas de longa distância interligando centrais telefônicas (urbanas e interurbanas) até a implantação de novos serviços de comunicações, por exemplo, para as Redes Digitais de Serviços Integrados (RDSI), os cabos metálicos foram substituídos por cabos de fibras ópticas.

Uma das aplicações pioneiras das fibras ópticas em sistemas de comunicação corresponde aos sistemas tronco, interligando centrais de tráfego interurbano. Esses sistemas tronco exigem meios de transmissão (em geral, digitais) de grande capacidade, envolvendo distâncias que vão, tipicamente, desde algumas dezenas até centenas de quilômetros e, eventualmente, entre países com dimensões continentais, até milhares de quilômetros. As fibras ópticas, com suas características de grande banda passante e baixa atenuação, atendem perfeitamente a esses requisitos de transmissão.

Posteriormente, a utilização de sistemas de digitalização de voz mais eficientes veio permitir o tratamento e comutação por computadores, obtendo-se assim uma maior qualidade e rapidez no estabelecimento das comunicações.

Classificação das Redes Telefônicas

As redes telefônicas podem ser classificadas, quanto à hierarquia, em redes interurbanas e redes locais. As redes locais dividem em redes de assinantes (que ligam os assinantes às centrais telefônicas) e redes de entroncamentos (que interligam as estações locais). As redes de assinantes por sua vez, podem ser classificadas em redes de alimentação (redes primárias), redes de distribuição (redes secundárias) e redes internas (redes terciárias).

Quanto ao método de comutação, as redes podem utilizar a comutação de circuitos ou de pacotes. A comutação de circuitos utiliza uma técnica de alocação do meio onde todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo o tempo de duração da conexão. É o tipo de comutação tradicionalmente utilizado em sistemas com alto índice de utilização como o sistema de telefonia.

Já a comutação de pacotes é projetada para sistemas com fator de utilização baixo, onde os recursos são utilizados apenas por pequenos espaços de tempo. Atualmente é muito utilizada para a comunicação entre computadores, incluindo a transmissão de voz e imagem.

A Central Telefônica

Representa o subsistema mais importante da rede de telefonia. As centrais telefônicas têm como funções principais gerência, distribuição, concentração, interligação e tarifação das chamadas produzidas pelos assinantes. É o elemento responsável pela comutação de sinais entre os assinantes de uma rede.

As centrais telefônicas sofreram uma evolução tecnológica considerável nos últimos anos, evoluindo das centrais totalmente eletromecânicas da década de 1960, passando pelos dispositivos de comutação semi-eletrônica na década de 1970, na qual as funções lógicas de comando e controle são executadas por dispositivos eletrônicos e a conexão permanece eletromecânica e, finalmente, nos anos de 1980, tivemos o surgimento das centrais de comutação totalmente eletrônicas, na qual as funções lógicas de comando, controle e conexão são executadas por dispositivos eletrônicos. Essas centrais utilizam computadores e são conhecidas como Centrais de Programa Armazenado (CPA’s).

O controle por programa armazenado utilizado nas centrais atuais apresenta uma série de vantagens sobre os sistemas eletromecânicos anteriormente utilizados:

Flexibilidade: O programa permite alterações e reconfigurações na central sem que ela tenha que ser desligada. Essa operação pode ser realizada localmente ou remotamente;

Facilidades para os assinantes: A CPA permite um grande número de facilidades para os assinantes como discagem abreviada, identificação de chamadas, restrição de chamadas, siga-me, etc;

Facilidades administrativas: Facilidades operacionais como mudanças de roteamento, produção de relatórios e estatísticas detalhadas, controle mais eficiente das facilidades de assinantes etc;

Velocidade de estabelecimento de ligação: Por utilizarem dispositivos eletrônicos, a velocidade de conexão é muito alta (da ordem de 250m s);

Economia de espaço: As CPA’s têm dimensões reduzidas em comparação com as antigas centrais eletromecânicas;

Facilidades de manutenção: Menor índice de falhas uma vez que não possuem peças móveis;

Qualidade de conexão: Todo o processo de comutação é digital, não sendo produzidos ruídos de comutação mecânica que afetam a qualidade da conexão;

Custo: Com um índice de manutenção mais baixo, uma maior eficiência em termos de serviços, as centrais de programa armazenado oferecem uma ótima relação custo / benefício;

Tempo de instalação: Tempo menor de instalação ou ampliação em relação às centrais eletromecânicas.

Quanto à aplicação, a central telefônica pode ser classificada em pública ou privada. As centrais privadas são utilizadas em empresas e outros setores nos quais existe uma demanda de alto tráfego de voz. Os aparelhos telefônicos ligados a uma central privada são chamados de ramais, enquanto os enlaces com a central pública local são chamados troncos.

As centrais públicas por sua vez são classificadas de acordo com a abrangência e os tipos de ligações que efetuam:

Central Local – Ponto de chegada das linhas de assinantes e onde se faz a comutação local;

Central Tandem – Interliga centrais locais ou interurbanas;

Central Trânsito – Interliga dois ou mais sistemas locais, interurbanos ou mesmo internacionalmente.

Os níveis hierárquicos entre as centrais da rede pública de telefonia são chamados classes:

Central Trânsito classe I – Representa o nível mais elevado da rede interurbana. Essa central tem pelo menos acesso a uma central internacional;

Central Trânsito classe II – Central trânsito interurbana, subordinada a uma central classe I;

Central Trânsito classe III – Central trânsito interurbana, subordinada a uma central classe II;

Central Trânsito classe IV – Central trânsito interurbana, subordinada a uma central classe III e interligada a centrais locais.

Funções da Central Telefônica

As funções principais das centrais telefônicas continuam basicamente as mesmas desde sua invenção no século XIX:

Atendimento – O sistema executa a monitoração de todas as linhas para identificar pedidos de chamada. O atendimento implica na disponibilização de recursos para o estabelecimento da chamada;

Recepção da informação – Além dos sinais de solicitação e término da chamada, a central recebe informações como endereço da linha chamada e serviços de valor adicionado;

Processamento da informação – O sistema processa as informações recebidas para definir as ações a serem tomadas;

Teste de ocupado – O sistema faz teste para verificar a disponibilidade do circuito de saída requerido;

Interconexão – Para uma chamada entre dois usuários, três conexões são realizadas na seguinte seqüência:

o Ligação para o terminal que originou a chamada;

o Ligação com o terminal chamado;

o Conexão entre os dois terminais;

Alerta – Depois de realizada a conexão, o sistema alerta o assinante chamado, enviando um tom característico para o assinante que chama;

Supervisão de chamada – Ocorre durante todo o tempo para tarifação e determinação do instante em que o circuito deve ser desconectado;

Envio de informação – Ocorre sempre que o assinante está conectado em outra central. A central de origem deve enviar informações para serem processadas pela central de destino.

Estrutura da Rede de Telefonia Fixa

A rede telefonia fixa é definida como uma rede pública comutada de telecomunicações que serve de suporte à transferência entre pontos terminais da rede em locais fixos, de voz e de informação de áudio com largura de banda de 3,1kHz (300Hz – 3400Hz) como suporte para o serviço fixo de telefonia, as comunicações fac-símile do grupo III, de acordo com as recomendações ITU-T e a transmissão de dados na faixa de voz, através de modems com taxas de transmissão de, pelo menos, 2400bps, de acordo com as recomendações ITU-T série V.

As centrais telefônicas digitais diferem das redes de computadores basicamente na técnica de comutação utilizada. Como mencionado anteriormente, as centrais utilizam a modalidade de comutação de circuitos, com uma taxa de transmissão de 64Kbps e utilizam uma topologia em estrela, com os elementos de comutação localizados no centro da estrela.

A fase de estabelecimento da ligação é a parte mais importante e complexa do processo de estabelecimento de uma chamada. Em tais sistemas, as chamadas são conduzidas de um computador ou terminal para outro, através de diversos centros de comutação. A interconexão de um computador ou terminal a outro pode ser estabelecida através de diversas centrais, podendo haver trajetórias alternativas para a transmissão dos dados. Dessa maneira, pode ser estabelecida uma rota completamente diferente entre um mesmo terminal e um computador em duas chamadas seqüenciais.

A comutação de circuitos na rede pública de telecomunicações requer ainda um certo tempo para o estabelecimento da conexão, o que retarda a transmissão por um período de tempo relativamente longo em alguns casos, se comparado com os espaços de tempo requeridos para os serviços de comunicação de dados.

Uma outra desvantagem que a comutação de circuitos possui provem do fato de que, não podendo ser estabelecida antecipadamente a linha física que irá ser utilizada, não há meios de equalizá-la a fim de garantir uma transmissão mais confiável. Por esta razão, a transmissão de dados neste tipo de rede é efetivada somente com taxas de transmissão mais baixas.

Sinalização

A sinalização é responsável pela transferência de informação de controle entre a rede de comutação (centrais telefônicas) e os assinantes, sendo responsável pelo estabelecimento, manutenção e desconexão das ligações.

Por exemplo, a sinalização entre a central telefônica e o assinante indica se o assinante pode enviar o número para quem quer ligar (sinal de linha), se o número para o qual se quer ligar está ocupado (sinal de ocupado), se o número para o qual se quer ligar está disponível e está à espera de ser atendido (sinal de chamada) entre outros sinais.

A sinalização tem como funções gerais:

Alerta – o toque de chamada no telefone do assinante, ou o levantar do telefone do gancho por parte de um assinante, geram sinais de alerta.

Endereçamento – o número de telefone do destinatário deve ser transmitido pelo assinante de origem. O número telefônico do destinatário pode ser transmitido através de impulsos de corrente (Decádico) ou por combinação de duas freqüências (DTMF – Dual Tone Multifrequency);

Supervisão – As centrais de comutação necessitam saber quais as linhas inativas ou em utilização;

Informação – O sinal de linha, o sinal de ocupado, o sinal de chamada e gravações enviadas para o assinante são sinais de informação;

Tarifação;

Gerência da rede – sinais específicos são usados para efeitos de manutenção, diagnóstico e operação.

A relação entre as funções de sinalização e controle nas centrais de comutação tem sido o principal fator de desenvolvimento dos sistemas de sinalização. Nas centrais analógicas as funções de controle estavam intimamente ligadas às funções de comutação. Neste caso, os caminhos físicos de sinalização e de voz são os mesmos, sendo por isso designados por sistemas de sinalização de canal associado ou CAS ("Channel Associated Signalling").

Numa fase seguinte, separaram-se as funções de comutação das funções de controle, tornando-se possível usar computadores para realizar as funções de controle, obtendo-se uma maior flexibilidade e redução de custos. As centrais que usam computadores para realizar o controle são chamadas de Centrais de Programa Armazenado (CPA).

Outro tipo de sistema de sinalização é a sinalização em canal comum ou CCS ("Common Channel Signalling"). Neste tipo de sistema é usado um caminho comum para um determinado número de circuitos de sinalização, o que leva a existirem caminhos diferentes para a voz e sinalização. O sistema de sinalização em canal comum, desenvolvido pelo antigo CCITT (atual ITU-T) é chamado "CCITT Common Channel Signalling System Number 7", vulgarmente conhecido por SS7 que é o sistema de sinalização adotado pelas operadoras de serviços de telefonia pública.

O SS7 foi projetado usando conceitos de comutação de pacotes e estruturado em diferentes níveis conforme o modelo OSI para ser usado em ligações nacionais e internacionais. A rede do SS7 pode ser vista como uma rede de comutação de pacotes que é usada para transmitir mensagens de sinalização entre os processadores das várias centrais de comutação.

O SS7 define três entidades funcionais:

Ponto de Sinalização ou SP ("Signalling Point") – Nó terminal da rede onde os pacotes são criados ou recebidos;

Ponto de Transferência de Sinalização ou STP ("Signalling Transfer Point") – São comutadores de pacotes responsáveis pelo encaminhamento das mensagens de sinalização entre os vários SP’s;

Link de Sinalização ou SL ("Signalling Link") – São ligações de dados capazes de suportar uma taxa de 64kbps

Uma das exigências para uma rede de sinalização de canal comum é a sua elevada interconectividade, já que cada ligação transporta a sinalização de milhares de assinantes. Assim, numa rede SS7 existe redundância na ligação entre SP’s e STP’s. Sendo assim, cada SP está ligado a dois STP’s. Os STP’s, seguindo a mesma filosofia de redundância, são implementados aos pares e separados geograficamente, tendo um a base de dados idêntica à do outro. Os diferentes STP’s estão ligados entre si com uma topologia em malha.

Pode-se distinguir três tipos de SP:

Ponto de comutação, ou SP ("Switching Point") – é constituído pelo hardware e software, adicionado às centrais de comutação, responsáveis pela conversão do formato das mensagens de sinalização originadas na rede telefônica (ex.: sinal de chamada, sinal de ocupado, etc), para o formato do SS7.

Ponto de comutação de serviços, ou SSP ("Service Switching Point") – são centrais de comutação capazes de reconhecer chamadas que requerem tratamento especial (acesso à base de dados) antes de serem completadas (por exemplo, números de emergência, re-encaminhamentos, etc). As centrais de comutação que possuem unicamente a funcionalidade garantida pelos SP’s necessitam de recorrer a centrais SSP para acessarem a base de dados.

Ponto de controle de serviços, ou SCP ("Service Control Point") – consiste num processador centralizado que controla a execução dos serviços mais complexos da rede através do acesso a bases de dados que suportam esses serviços.

Tal como os STP’s, os SCP’s são implementados aos pares, e cada SCP do par possui nas suas bases de dados informação idêntica à do outro. Quando um SSP detecta uma chamada especial suspende o procedimento normal e requer a intervenção do SCP e só depois deste enviar a seqüência de comandos necessária é que o referido SSP complete a chamada. Portanto, o controle das chamadas especiais é feito pelo SCP e não pelo SSP, funcionando assim o SCP como o "cérebro" da rede.

A rede de sinalização pode operar em três modos de exploração:

Modo associado – a um dado conjunto de canais de comunicação fica associado uma ligação de sinalização de canal comum.

Modo não associado – o percurso seguido pelas mensagens de sinalização, entre centrais de comutação é diferente do percurso seguido pelo canal de voz, sendo o seu encaminhamento efetuado pelos STP’s. Além disso o percurso varia ao longo do tempo consoante a disponibilidade das vias de acesso e dos STP’s, podendo dizer-se que cada mensagem segue um percurso aleatório, sem nenhum trajeto previamente definido pela rede.

Modo quase-associado – neste caso, a rede também utiliza os STP’s para fins de encaminhamento, no entanto o trajeto seguido pelas mensagens de sinalização é predefinido.

Planejamento de um Sistema Telefônico Privado

O processo de planejamento de um sistema telefônico é similar ao processo de planejamento de uma rede de computadores. Tal planejamento deve ser realizado a partir de informações externas e as previsões de demanda por serviços de telefonia devem estabelecer os rumos de evolução da rede. Informações sobre os custos dos elementos de hardware e software que compõem a rede também são necessárias.

Fases do Processo de Planejamento

Pode-se identificar três fases no processo de planejamento de um sistema:

Estrutura Topológica

É a primeira fase do projeto. Inicia-se à partir de considerações de onde localizar os componentes e como interligá-los, sujeitas a restrições de conectividade. O resultado dessa etapa é uma matriz de conectividade, incluindo as locações ótimas para a central e concentradores.

Síntese de Rede

Compõe a segunda fase do projeto e se utiliza as informações adquiridas anteriormente para calcular as dimensões dos componentes, sujeitas às restrições quanto ao grau de serviço estabelecido em relação a medidas de desempenho, como atraso e probabilidade de perda. A síntese de rede envolve dois problemas relacionados: roteamento de tráfego e dimensionamento. O resultado desse estágio é um plano de rotas e um conjunto de enlaces lógicos entre os nós da rede.

Especificação da Tecnologia

A especificação da tecnologia para a implementação dos requisitos de transmissão é o estágio de realização da rede ou estágio de roteamento que deve ser executado tendo em vista os componentes disponíveis no mercado, incluindo cabeamento e sistemas específicos de transmissão e comutação. Os problemas a serem solucionados são relacionados aos custos envolvidos e restrições de confiabilidade.

Aspectos que afetam o Planejamento

Um sistema telefônico é constituído de muitos subsistemas diferentes que podem ser projetados e dimensionados separadamente do ponto de vista de orçamento e operacional. Como padrões comuns para a obtenção de um desempenho satisfatório da rede, deve-se incluir:

Plano de numeração;

Plano de tarifação;

Grau de serviços;

Capacidade dos equipamentos;

Gerenciamento;

Interconexão com outras redes.

A rede de telefonia deve prover aos seus assinantes serviços de qualidade satisfatória. Para tal deve observar alguns aspectos que afetam a filosofia do sistema em termos de planejamento. Existe um conjunto de normas e regulamentações do ITU-T e ANATEL que devem ser seguidas. Em termos de segurança, deve-se observar que o sistema pode apresentar defeitos e deve-se garantir que o sistema tenha uma capacidade adequada em associação com situações críticas para manter a confiabilidade. A estrutura do tráfego deve ser parte essencial na construção do sistema.

Também é importante, quando se projeta um sistema, prever a possibilidade de iniciar-se com uma pequena parte implementada inicialmente que atenda à demanda do tráfego, seguida de expansão em etapas sucessivas até a máxima capacidade do sistema.

Uma rede telefônica consiste de um grande número de vias, algumas diretas com alto grau de utilização. A tarefa de encontrar um arranjo adequado envolve diferentes tipos de dados para o projeto. Pode-se relacionar:

INFORMAÇÃO PARA PROJETO

APLICAÇÃO

Localização da Central

Otimização da Rede

Grau de Serviço

Plano de Transmissão

Especificações da Central

Otimização da Rede Básica

Distribuição do Tráfego

Especificações de Transmissão

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As Descargas Elétricas e a Rede Telefônica

Descargas elétricas são provocadas geralmente pela ação de um raio ou um curto circuito. Quando ocorre um raio, a descarga elétrica gera um forte campo eletromagnético. Esse campo provoca o surgimento de correntes elétricas nos meios condutores, e essas correntes geradas podem ter intensidade suficiente para provocar danos, se não houver para onde escoar.

O mesmo raciocínio acima, quando aplicado à rede telefônica, traz uma nova realidade. Uma corrente elétrica induzida numa rede telefônica pode ser mais prejudicial aos equipamentos nela conectados do que em uma rede elétrica convencional. Isso ocorre porque a indução na rede telefônica produz pequenas descargas, porém como a voltagem e amperagem nessa rede são sempre muito baixas, qualquer alteração pode danificar os componentes no fim dos cabos, normalmente os aparelhos sem fio, fax e modems nos computadores. Mesmo aparelhos desligados podem sofrer efeitos de uma descarga elétrica pela rede de telefonia.

 
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