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sábado, 5 de março de 2011

Limpeza de micros

Seu micro está sujo? Você trabalha com manutenção e recebe micros imundos para consertar? Em nossa coluna de hoje explicaremos em detalhes como a limpeza de computadores deve ser feita. Todos os procedimentos descritos devem ser feitos com o micro desligado.

Vamos começar pelas duas peças mais usadas: o teclado e o mouse. Se o seu teclado não estiver muito sujo, você pode simplesmente passar um pincel grosso ou uma escova de dentes entre as teclas para limpá-lo. Mas se o seu teclado estiver com aspecto de encardido, então uma limpeza mais pesada é necessária. Você deverá remover as teclas do teclado e limpá-las uma-a-uma usando um pano embebido em detergente do tipo "multi uso". Antes de retirar as teclas do teclado, você deverá desenhar um mapa contendo a posição das teclas, para que você não perca tempo tentando adivinhar o local de cada tecla depois. A remoção das teclas pode ser feita usando uma chave de fendas pequena, empurrando a tecla para cima. A base do teclado, agora sem as teclas, deverá ser limpa com um pincel grosso ou uma escova de dentes. Você verá como a base do teclado acumula poeira, cabelo e pedacinhos de papel.

Para limpar o mouse, abra o seu compartimento inferior rodando a sua tampa no sentido anti-horário e, em seguida, remova a bolinha do mouse. Essa bola deve ser limpa com o auxílio de um pano embebido em detergente do tipo "multi uso". Já no interior do mouse você deve limpar os roletes existentes. Você verá uma quantidade enorme de sujeira grudada nesses roletes. Use uma chave de fendas pequena ou mesmo a tampa de uma caneta esferográfica para remover totalmente esta sujeira. Muita dessa sujeira cairá dentro do mouse, por isso antes de colocar a bola de volta e tampar o mouse, você deverá sacudi-lo para que toda a sujeira que caiu dentro do mouse saia.

O gabinete do seu computador deve ser limpo com um pano embebido com detergente do tipo "multi uso" ou então com pasta de limpeza branca. Pela nossa experiência, aquela pasta de limpeza que camelôs vendem na rua e chegam a limpar pedras portuguesas da rua ou o mármore presente na entrada de edifícios para demostrar a eficiência do produto é a melhor, por incrível que pareça.

Chegamos agora à parte mais trabalhosa: limpar o interior do micro. Antes de abrir o computador, remova o cabo de força da tomada. O grosso da poeira existente você pode limpar usando um pincel grosso ou uma escova de dentes. Se o interior do micro estiver muito sujo, remova todas as placas e cabos para poder fazer a limpeza com mais eficiência. Não se esqueça de observar bem a posição dos cabos para que você consiga depois montar o micro de volta.

Os contatos de borda (conectores dourados) das placas e módulos de memória você deve limpar com uma borracha branca, "apagando" a sujeira. Isso deve ser feito longe do micro, para que os resíduos da borracha não caiam dentro do gabinete.

Já os slots e conectores da placa-mãe – incluindo o soquete do processador – você deve limpar usando uma escova de dentes embebida em álcool isopropílico. Não use álcool comum, pois ele tem uma alta concentração de água que pode acabar por oxidar os componentes do micro. O ideal para este procedimento é que você retire a placa-mãe de dentro do micro. Se a placa-mãe estiver realmente imunda, você pode inclusive dar um banho nela usando álcool isopropílico.

Por fim, limpe as ventoinhas existentes – processador, placa de vídeo e fonte de alimentação – com um pincel ou escova de dentes. Se as ventoinhas estiverem com muita poeira, você terá de desmontá-las para limpá-las corretamente.

Recuperando Discos Rígidos Com Bad Block

Bad block ou setor defeituoso é o nome dado a uma área danificada do disco rígido. Esse é um problema físico, isto é, a mídia magnética do disco rígido está com problemas. Quando usamos um utilitário de disco como o Scandisk e o Norton Disk Doctor esses setores com defeito são marcados com um "B".

Muitos falam que após formatarem o disco rígido em baixo nível, os "bad blocks" desaparecem.

O que ocorre na verdade é o seguinte. Atualmente os programas de formatação física não formatam fisicamente o disco. Caso isso fosse possível, o disco rígido seria danificado. Isso ocorre porque entre as trilhas de um disco rígido há um sinal chamado servo que serve de orientação para a cabeça do disco rígido. Se a gente realmente formatasse um disco rígido em baixo nível, esses servos seriam apagados e a cabeça do disco rígido não teria mais como mover-se.

Os programas formatadores de baixo nível são utilitários para detectar os setores defeituosos e para apagar o disco (para sua segurança, por exemplo, após terminar um projeto confidencial), não efetuando - apesar do nome - a formatação em baixo nível.

Esses programas possuem uma função interessante, que é atualizar o mapa de setores defeituosos do disco. Quando você usa essa opção, o programa varre o disco procurando por setores defeituosos e atualiza o mapa do disco.

Quando você faz uma formatação em alto nível (através do comando Format), esse comando "pula" os setores constantes nessa tabela de setores defeituosos. Dessa forma, não haverá nenhum setor marcado com "B" ("Bad Block") na FAT, embora os setores defeituosos continuem existindo no disco.

Os setores defeituosos não são "removidos", mas apenas marcados nessa tabela de setores defeituosos, fazendo com que o sistema os ignore (ou seja, os setores são "escondidos").

Se, após esse procedimento, novos setores defeituosos começarem a surgir, você deverá descartar o disco, pois a superfície magnética está se deteriorando por algum motivo.

Quando você faz uma formatação em alto nível (comando Format), esse comando "pula" os setores constantes nessa tabela. Dessa forma, não haverá nenhum setor marcado com "B" na FAT, embora os setores defeituosos CONTINUEM existindo no disco.

O melhor programa para ser usado nesse procedimento é o fornecido pelo fabricante, em sua página de utilitários. Abaixo você poderá dar o download dos programas para as marcas mais comuns de discos rígidos.


Programas para a recuperação de "bad blocks"

Como Instalar Discos Rígidos Maiores de 8 GB em Micros Antigos

Em micros antigos, o BIOS não suporta discos rígidos maiores do que 8 GB, apesar de o disco rígido ser corretamente reconhecido no setup do micro. Esse problema é a uma limitação do BIOS do micro e é um problema similar ao famoso limite de 504 MB que havia antigamente.

Há duas soluções para esse problema:

1. Upgrade de BIOS: Essa é a melhor opção. Se a placa-mãe do micro em questão utilizar uma memória ROM do tipo Flash-ROM, então você pode reprogramá-la, de modo a acabar com essa limitação.

2. Se a memória ROM do micro não permitir um upgrade, então a solução é o uso de um programa formatador especial (Disk Manager), distribuído pelo fabricante do disco rígido. Esse programa formata o disco rígido e instala um driver no MBR/Setor de boot que é carregado toda a vez em que você der boot no micro, antes de carregar o sistema operacional, permitindo que você tenha acesso à total capacidade do disco rígido. Para facilitar, abaixo disponibilizamos para download esse programa formatador especial para as marcas mais comuns de discos rígidos.


Programas Formatadores (Disk Manager)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

AMD reduz preço dos Phenon II

Segundo o Fudzilla - replicado por vários outros sites - a AMD está baixando os preços de alguns processadores Phenon II, tanto quad como six-core.

Nos quad-core a redução é pequena, cerca de $10, o que varia de 5,4 a 6,9% dependendo do modelo. O corte nos processadores de seis núcleos é maior. O 1055T agora custa $175 lá fora (antes era $199), o 1090T fica $205 (era $235) e o 1100T sai por $239 (anteriormente, $265).

Eles podem não ser tão rápidos como os últimos modelos da Intel, mas são boas opções. Resta saber se essa redução nos preços aparecerá por aqui em breve ou se dará na mesma.

Alguns estão comentando ela pode estar aproveitando a falha nos Sandy Bridge da Intel, podendo abocanhar parte dos usuários decepcionados ou que não querem esperar as versões corrigidas aparecerem nas lojas. Mas pode ser também uma simples preparação para o Bulldozer, sucessor do Phenon II.

Aumentando a autonomia do nobreak

Uma das características mais importantes dos nobreaks é a autonomia, ou seja, o tempo que ele pode manter os equipamentos ligados após a queda de energia.

Os fabricantes fazem uma grande confusão com relação a isso, publicando estimativas de consumo, do tipo "1 PC onboard + 1 monitor de 15" + impressora jato de tinta = autonomia de 20 minutos" (como vi nas especificações de um SMS Manager III), sem especificar a capacidade exata das baterias.

Com exceção de modelos específicos, todos os nobreaks utilizam baterias de chumbo ácido compactas. Elas são muito similares às baterias usadas em carros, mas são menores e possuem uma capacidade reduzida:


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Bateria de nobreak (em proporção com um HD de 3.5")

O mais comum é que sejam usadas baterias de 7.2 Ah (as de carro possuem 44, 48, ou mesmo 52 Ah). Os nobreaks menores, de 600 VA normalmente utilizam apenas uma, enquanto os maiores, de 1.3 KVA ou mais utilizam duas. A capacidade das baterias pode variar de acordo com o modelo (você pode checar nas especificações), mas raramente são usadas mais de duas baterias internas. Ao invés disso, são oferecidos modelos com engates para baterias externas.

Já que você pode dizer se o seu nobreak usa uma ou duas baterias simplesmente pelo tamanho, fica fácil calcular a autonomia. Os "7.2 Ah" de capacidade da bateria indicam que ela é capaz de fornecer uma carga de 1 ampere por 7.2 horas a 12 volts (que é a tensão nominal da bateria).

O nobreak utiliza um inversor para transformar os 12V fornecidos pela bateria nos 115 volts que são fornecidos ao micro. Se temos 7.2 Ah a 12V, significa que temos 0.75 amperes/hora a 115V.

Isso significa que a bateria duraria 30 minutos caso seu micro consumisse 156 watts (o que seria próximo do consumo típico de um desktop com um processador e placa 3D razoáveis, gravador e monitor LCD), ou 20 minutos caso ele consumisse 234 watts (um micro similar, só que agora usando um monitor CRT de 17").

Na prática, a conta não é tão exata assim, pois existe alguma perda de energia nos circuitos do nobreak e na fonte de alimentação do micro, sem contar que ele interrompe o fornecimento antes que a bateria fique completamente descarregada. Levando tudo isso em consideração, seria conveniente reduzir nosso cálculo teórico em 20 a 25% para chegar a um número mais próximo da realidade.

Temos em seguida a questão das baterias externas. Nada impede que você simplesmente substitua a bateria interna do seu nobreak por uma bateria de carro; o carregador incluído no nobreak vai demorar dias para carregar a bateria superdimensionada e o resultado não vai ser muito bonito esteticamente, mas funcionar, funciona. Uma bateria nova, de 44 Ah, lhe daria uma autonomia 6 vezes maior que a bateria padrão.


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O grande problema é que isso viola a garantia e, como disse, o carregador do nobreak demoraria muito para conseguir carregar a bateria de maior capacidade. Existe ainda a possibilidade de que o maior volume de uso abrevie a vida útil do inversor, inutilizando o nobreak antes da hora.

Chegamos então aos modelos de nobreak com engates para baterias externas. A principal diferença é que eles incluem carregadores dimensionados para carregar as baterias externas em tempo hábil, além de serem muito mais práticos.


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Cabo de engate para bateria externa e o mesmo conectado ao nobreak

Existe a opção de comprar os módulos de bateria oferecidos pelo fabricante, ou comprar o cabo de engate e utilizar uma bateria automotiva. Na prática não existe muita diferença, pois os módulos de bateria também utilizam baterias de chumbo ácido de 12V. A única coisa que realmente muda é a cobertura externa:


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Existem ainda baterias de 12V estacionárias. Elas diferem das automotivas por que são projetadas para fornecer uma corrente relativamente baixa por um período maior (como ao usá-la em conjunto com o nobreak) e não para fornecer grandes descargas, como as exigidas pela partida de um carro. Graças a isso elas são um pouco menores (em tamanho) e geralmente também um pouco mais baratas que uma bateria automotiva de capacidade equivalente.

Em casos onde você realmente precisa de muita autonomia, é possível ainda usar duas ou mais baterias ligadas em paralelo. Neste caso você liga o pólo positivo da segunda bateria no pólo positivo da primeira, o negativo da segunda no negativo da primeira, o positivo da terceira no positivo da segunda e assim por diante. Ligando duas baterias de 12V e 44 Ah em paralelo, você tem como resultado uma bateria de 12V e 88 Ah.

A principal recomendação é que você procure cabos apropriados, não tente improvisar usando fios de energia comuns, que podem superaquecer ou simplesmente não serem capazes de suportar a amperagem necessária, fazendo com que o nobreak desligue o fornecimento por achar que a bateria está fraca. É recomendável também isolar bem os contatos das baterias, evitando a possibilidade de que algum objeto metálico que venha a encostar nos contator possa fechar um curto.

Vale lembrar que como a bateria trabalha com tensão de 12V, a amperagem transmitida através do cabo é bastante alta. Se o nobreak está fornecendo 300 watts de energia para os equipamentos, significa que o cabo da bateria está transportando uma corrente de aproximadamente 25 amperes, o que não é pouca coisa.

Em praticamente todos os modelos, a bateria externa é simplesmente ligada ao mesmo inversor, em paralelo com as baterias internas. Isso significa que a tensão das baterias é monitorada de forma conjunta e elas são carregadas simultaneamente. Ao usar a carga das baterias, o nobreak simplesmente retira energia do circuito, de forma que as baterias também são descarregadas de forma conjunta. Caso o nobreak ofereça funções de monitoramento, você vai perceber que a função de monitoramento de carga da bateria mostra um gráfico único contendo a tensão (ou percentual de carga) do circuito com todas as baterias. Ou seja, não muda nada na parte de monitoramento, apenas a autonomia passa a ser maior:


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Se você tiver a curiosidade de medir a tensão fornecida à bateria durante o carregamento (usando o multímetro), não se assuste se ver um valor de 13.6 ou 13.8V, esta é a tensão normal de carregamento. Embora a tensão nominal da bateria seja de 12 volts, ela oscila entre 9.4 e 13.6, de acordo com o nível de carga. Na maioria dos nobreaks, o alarme se intensifica quando a bateria atinge 10.5V e o inversor é desligado quando ela atinge 9.5V, evitando que a bateria seja completamente descarregada (o que abreviaria sua vida útil).

Processadores para servidores: Opteron

Diferente da Intel, que optou por criar um processador de 64 bits incompatível com o conjunto de instruções x86, a AMD optou por um projeto mais simples, usando como base a plataforma K7 (usada no Athlon de 32 bits). Adicionando novos registradores, suporte a endereços de memória de 64 bits, novas instruções e um conjunto de outras modificações, conseguiram chegar a um processador capaz de executar tanto instruções de 32 bits quanto instruções de 64 bits nativamente, sem perda de desempenho. Isso permitiu que os processadores de 64 bits equipados com o novo conjunto de instruções se popularizassem, inicialmente nos servidores (com o Opteron) e em seguida nos desktops, com o Athlon 64 e seus sucessores. Com o tempo, a própria Intel foi obrigada a dar o braço a torcer, desenvolvendo o EM64, que nada mais é do que uma implementação do conjunto de instruções de 64 bits da AMD.

Os primeiros modelos do Opteron foram lançados em 2003. Eles eram processadores single-core baseados no core SledgeHammer, produzido usando uma técnica de 0.13 micron. Todos eles utilizam 1 MB de cache L2, mas são divididos em três séries distintas.

Os processadores da série 1xx são os mais baratos, mas não oferecem suporte a multiprocessamento; eles eram destinados a estações de trabalho e a pequenos servidores. Os processadores da série 2xx oferecem suporte a dois processadores, concorrendo com os modelos contemporâneos do Xeon DP, enquanto os processadores da série 8xx oferecem suporte ao uso de 4 ou 8 processadores, concorrendo diretamente com o Xeon MP. Placas com suporte a 8 processadores são raras e caras (as mais comuns são as placas para 2 ou 4 processadores), mas os poucos modelos disponíveis fizeram um relativo sucesso no mercado de servidores de alto desempenho, dando origem a muitos dos modelos atuais.

A série 1xx baseada no SledgeHammer inclui o Opteron 140 (1.4 GHz, 1 MB), 142 (1.6 GHz, 1 MB), 144 (1.8 GHz, 1 MB), 146 (2.0 GHz, 1 MB), 148 (2.2 GHz, 1 MB) e o 150 (2.4 GHz, 1 MB). A série 2xx inclui o Opteron 240 (1.4 GHz, 1 MB), 242 (1.6 GHz, 1 MB), 244 (1.8 GHz, 1 MB), 246 (2.0 GHz, 1 MB), 248 (2.2 GHz, 1 MB) e 250 (2.4 GHz, 1 MB), enquanto a série 8xx inclui o Opteron 840 (1.4 GHz, 1 MB), 842 (1.6 GHz, 1 MB), 844 (1.8 GHz, 1 MB), 846 (2.0 GHz, 1 MB), 848 (2.2 GHz, 1 MB) e 850 (2.4 GHz, 1 MB). Como pode ver, os processadores das três séries são praticamente idênticos. Na verdade, a única diferença entre um Opteron 150, um 250 e um 850 é a configuração dos links HyperTransport, que possibilitam o suporte a multiprocessamento.

Todos estes processadores utilizam placas soquete 940, com bus de 800 MHz, e exigem o uso de memórias registered DDR. Assim como os processadores AMD atuais, o Opteron inclui um controlador de memória integrado. Com isso, o tipo de memória suportado é definido diretamente pelo processador, e não pelo chipset. Outra peculiaridade é que nas placas com suporte a vários processadores, cada processador dispõe de um conjunto próprio de módulos de memória, que acessa diretamente, diferente dos sistemas com SMP, onde todos os processadores compartilham o mesmo barramento com a memória através do FSB.

A comunicação entre os processadores é feita através de links HyperTransport, que são usados não apenas para toda a troca de dados, mas também para permitir que um processador tenha acesso aos módulos de memória ligados ao outro.

Entra em cena o NUMA (Non-Uniform Memory Architecture), que permite que ambos os processadores trabalhem utilizando uma tabela de endereços unificada. Graças ao NUMA, cada um dos processadores enxerga toda a memória instalada e os acessos feitos às áreas de memória controladas pelos outros processadores são feitos através dos links HyperTransport que os interligam.

Embora processadores single-core com apenas 1 MB de cache L2 soem obsoletos dentro da concepção atual, estes pioneiros baseados no SledgeHammer se comparavam favoravelmente aos Xeons baseados na plataforma NetBurst e foram os responsáveis pelo crescimento do uso de processadores AMD em servidores, um ramo que até então era dominado pela Intel.

A segunda geração do Opteron é representada pelos processadores com core Venus (série 1xx), Troy (série 2xx) e Athens (série 8xx), fabricados usando uma técnica de 0.09 micron. Eles ainda são processadores single-core, que mantêm o cache L2 de 1 MB do SledgeHammer e o uso de memórias DDR, mas oferecem um consumo elétrico mais baixo e suportam freqüências de clocks mais elevadas.

Estas três séries foram seguidas por versões dual-core, lançadas em março de 2005, baseadas nos cores Denmark (modelos 165, 170, 175, 180 e 185), Italy (modelos 265, 270, 275, 280, 285 e 290) e Egypt (modelos 865, 870, 875, 880, 885 e 890), todos com 2x 1 MB de cache L2 e com clock de 1.8 GHz (nos modelos x65) a 2.8 GHz (nos modelos x90). Eles ficaram pouco tempo no mercado, pois ainda utilizavam placas soquete 940 e memórias registered DDR, uma plataforma que na época já era considerada ultrapassada.

A atualização da linha veio em agosto de 2006, com o lançamento dos processadores baseados nos cores Santa Ana e Santa Rosa (coincidentemente o mesmo nome-código que a Intel escolheu para a quarta geração da plataforma Centrino), que trouxeram o suporte a memórias DDR2. Como ambos são ainda fabricados usando a técnica de 0.09 micron, eles continuam sendo processadores dual-core, com apenas 2x 1 MB de cache L2, assim como os antecessores. Apesar disso, o uso de memórias DDR2 aumentou consideravelmente o desempenho.

Estes processadores utilizam placas soquete F que, assim como o soquete LGA 771 da Intel, utiliza o sistema LGA (Land Grid Array), onde os pinos de contato são movidos do processador para o soquete, criando uma cama de contatos, sobre a qual o processador é instalado. O soquete F possui nada menos do que 1207 contatos, necessários para acomodar os três barramentos HyperTransport independentes, usados para comunicação entre os processadores:

Na época, a Intel já havia lançado os Xeons baseados no core Woodcrest que, juntamente com os processadores Core 2 Duo (também muito usados em servidores devido ao relativo baixo custo e ao bom desempenho), passaram a lentamente recuperar o espaço conquistado pela AMD nos anos anteriores. A AMD se viu então obrigada a reduzir o preço dos processadores e concorrer com a Intel com base no custo.

A resposta veio em setembro de 2007, com o lançamento das versões quad-core do Opteron, baseadas no core Barcelona, produzidos usando uma técnica de 0.065 micron.

Diferente dos Xeons com core Clovertown e Harpertown (entre outros), que são compostos por dois processadores dual-core que compartilham o mesmo encapsulamento, o Barcelona é um processador quad-core nativo. Isso oferece uma certa vantagem do ponto de vista do desempenho, pois toda a comunicação entre os processadores é feita através de um barramento HyperTransport interno e não através do FSB.

Os processadores baseados no core Barcelona incluem 512 KB de cache L2 por núcleo (2 MB no total) e mais um cache L3 de 2 MB compartilhado entre os quatro núcleos, totalizando 4 MB de cache. O uso do cache L3 compartilhado reduz a duplicação de informações em casos em que os núcleos estão trabalhando com o mesmo conjunto de informações. Outra vantagem da plataforma é que o controlador de memória é integrado diretamente ao processador (em vez de ser um componente do chipset), o que reduz a latência de acesso à memória e reduz a necessidade de um cache maior. A combinação destes fatores permitem que o Barcelona consiga ser competitivo, mesmo oferecendo apenas um terço do total de cache que o Harpertown.

Além do cache L3 e do uso de 4 núcleos, o Barcelona inclui um conjunto de outras melhorias em relação aos processadores anteriores, como a inclusão de unidades SSE de 128 bits (capazes de processar as instruções em um único ciclo), melhorias nos decodificadores de instruções e no barramento com o cache, expansão dos buffers do controlador de memória, melhorias no funcionamento dos caches e no circuito de branch prediction, que resultaram em uma série de ganhos incrementais.

Barramentos da antiguidade: ISA, EISA, MCA e VLB

Os barramentos são utilizados para interligar os diferentes componentes da placa-mãe e também permitir o uso de placas de expansão. Assim como os demais componentes, os barramentos evoluíram de forma expressiva durante as últimas décadas, passando do ISA e das portas seriais, aos slots PCI Express e portas USB 2.0, que utilizamos atualmente.

O ISA foi o primeiro barramento de expansão utilizado em micros PC. Existiram duas versões: os slots de 8 bits, que foram utilizados pelos primeiros PCs e os slots de 16 bits, introduzidos a partir dos micros 286.

Embora fossem processadores de 16 bits, os 8088 comunicavam-se com os periféricos externos utilizando um barramento de 8 bits, daí o padrão ISA original também ser um barramento de 8 bits. Inicialmente, o barramento ISA operava a apenas 4.77 MHz, a freqüência de clock do PC original, mas logo foi introduzido o PC XT, onde tanto o processador quanto o barramento ISA operavam a 8.33 MHz. Com a introdução dos micros 286, o barramento ISA foi atualizado, tornando-se o barramento de 16 bits que conhecemos. Na época, uma das prioridades foi preservar a compatibilidade com as placas antigas, de 8 bits, justamente por isso os pinos adicionais foram incluídos na forma de uma extensão para os já existentes.

Como você pode ver na foto, o slot ISA é dividido em duas partes. A primeira, maior, contém os pinos usados pelas placas de 8 bits, enquanto a segunda contém a extensão que adiciona os pinos extra:

Uma coisa que chama a atenção nos slots ISA é o grande número de contatos, totalizando nada menos que 98. Por serem slots de 16 bits, temos apenas 16 trilhas de dados, as demais são usadas para endereçamento, alimentação elétrica, sinal de clock, refresh e assim por diante.

Apesar de toda a complexidade, o barramento ISA é incrivelmente lento. Além de operar a apenas 8.33 MHz, são necessários tempos de espera entre uma transferência e outra, de forma que, na prática, o barramento funciona a apenas metade da freqüência nominal. Dessa forma, chegamos a uma taxa de transmissão teórica de 8.33 MB/s (no ISA de 16 bits). Como existe um grande overhead causado pelo protocolo usado, na prática acaba sendo possível obter pouco mais de 5 MB/s de taxa de transferência real.

Com o surgimento dos processadores 386, que trabalhavam usando palavras binárias de 32 bits, tornou-se necessária a criação de um barramento mais rápido que o ISA para o uso de periféricos como placas de vídeo e HDs, que logo passaram a ter seu desempenho severamente limitado por ele.

A primeira resposta veio por parte da IBM, que desenvolveu o barramento MCA. Ele era bastante avançado para a época: além de ser um barramento de 32 bits, ele operava a 10 MHz, o que resultava numa taxa de transferência teórica de 32 MB/s. Ele também foi o primeiro barramento a suportar plug-and-play (oito anos antes do lançamento do Windows 95) e a suportar bus mastering, o que permitia que o HD e outros periféricos transferissem dados diretamente para a memória RAM (ao carregar um programa, por exemplo), deixando o processador livre para executar outras tarefas. Isso tornava o sistema bem mais responsível em relação às máquinas equipadas com placas ISA. O grande problema é que o MCA era um padrão proprietário, de forma que tanto outros fabricantes de PCs quanto fabricantes de periféricos precisariam licenciar a tecnologia e pagar royalties para produzir produtos compatíveis. Isso fez com que no final, o MCA acabou se revelando um grande fracasso.

Inicialmente, os demais fabricantes continuaram produzindo micros 386 e 486 utilizando apenas periféricos ISA, o que resultava em limitações óbvias, sobretudo com relação ao desempenho do HD e vídeo. Entretanto, não demorou para que a Compaq desenvolvesse o EISA e abrisse as especificações para os demais fabricantes, criando uma entidade sem fins lucrativos para impulsionar seu desenvolvimento.

O EISA é um barramento peculiar. As dimensões são as mesmas de um slot ISA de 16 bits, porém o slot é mais alto e possui duas linhas de contatos. A linha superior mantém a mesma pinagem de um slot ISA de 16 bits, de forma a manter a compatibilidade com todos os periféricos, enquanto a linha inferior inclui 90 novos contatos, utilizados pelas placas de 32 bits. As placas ISA atingiam apenas os contatos superficiais do conector, enquanto as placas EISA utilizavam todos os contatos.

O EISA acabou tendo uma vida curta, pois em 1993 surgiu o VLB (VESA Local Bus), outro padrão aberto de barramento de 32 bits, que conseguia ser muito mais rápido, trabalhando a uma freqüência nominal de 33 MHz e oferecendo taxas de transferência teóricas de até 133 MB/s.

Inicialmente o VLB (ou VESA, como é chamado por muitos) surgiu como barramento próprio para a conexão da placa de vídeo. Nesta época, o Windows 3.11 e os aplicativos gráficos já eram populares, de forma que existia uma grande demanda por placas de vídeo mais rápidas. O "rápido" que menciono aqui é a simples capacidade de atualizar a tela em tempo real enquanto edita uma imagem no Photoshop, não tem nada a ver com aceleração 3D ou exibição de vídeo em alta resolução, como temos hoje em dia :). Além de serem muito lentas, as placas de vídeo ISA eram limitadas à exibição de apenas 256 cores.

Graças à boa velocidade, o VLB acabou tornando-se o padrão também para outros periféricos, como controladoras IDE e SCSI. Novamente, existiu a preocupação de manter compatibilidade com as placas ISA, de forma que os slots VLB são na verdade uma expansão, onde temos um slot ISA tradicional, seguido por um segundo conector, que inclui os pinos adicionais. Isso rendeu o apelido de "Very Long Bus" (barramento muito comprido ;) e trouxe uma série de problemas de mal contato, já que se a placa-mãe não estivesse muito bem presa ao gabinete, a pressão necessária para encaixar as placas faziam com que a placa envergasse, comprometendo o encaixe.

Um resumo sobre SSDs, HHDs, ReadyBoost e ReadyDrive

Um SSD é um "HD" que utiliza chips de memória Flash no lugar de discos magnéticos. Eles são projetados para substituírem diretamente o HD, sendo conectados a uma porta SATA ou IDE. Embora as taxas de transferência (na maioria dos modelos) seja comparável à de um HD modesto, os SSDs oferecem tempos de acesso extremamente baixos, o que melhora o desempenho consideravelmente em uma grande gama de aplicativos e reduz bastante o tempo de boot. Os SSDs oferecem também a vantagem de consumirem muito menos eletricidade, serem mais resistentes mecanicamente (por não possuírem partes móveis), além de serem completamente silenciosos.

Em compensação, eles possuem uma desvantagem fatal, que é a questão do custo. O preço por megabyte tende a cair com o tempo, mas este será um processo gradual, acompanhando a queda no custo por megabyte da memória Flash.

Um meio termo entre os SSDs e os HDs tradicionais são os HHDs (Hybrid Hard Drives, ou HDs híbridos), que são HDs tradicionais, que incorporam chips de memória Flash, usados como um buffer de dados.

Todos os HDs atuais incluem uma pequena quantidade de memória SDRAM (ou SRAM), usada como cache de disco. O cache é bastante rápido, mas é limitado por dois fatores: é muito pequeno (16 MB na maioria dos HDs atuais) e perde os dados armazenados quando o micro é desligado. Em um HHD é usada uma quantidade generosa de memória Flash (512 MB ou mais em muitos modelos), que tem a função de armazenar dados freqüentemente acessados (como arquivos carregados durante o boot), de forma que eles continuem disponíveis depois de desligar o micro e possam ser usados no próximo boot, e também a de servir como um buffer de dados, permitindo que arquivos sejam salvos na memória Flash e copiados para os discos magnéticos quando for mais conveniente. Neste caso não existe problema de perda de dados armazenados no buffer ao desligar o micro no botão, pois os dados ficam retidos na memória Flash e são gravados nos discos magnéticos no boot seguinte.

Além dos ganhos de desempenho, sobretudo a potencial redução no tempo de boot, o buffer permite que o HD fique mais tempo em modo de economia de energia, já que não é preciso "acordar" o HD ao salvar arquivos ou quando o sistema precisa atualizar arquivos de log, por exemplo, operações que podem ser realizadas no buffer. Isso acaba tornando a tecnologia bastante interessante para os notebooks, onde o HD chega a representar um quarto do consumo elétrico total.

Continuando, temos ainda o ReadyBoost, oferecido pelo Vista, onde um pendrive é usado para criar uma espécie de cache, acelerando o carregamento dos programas. O ReadyBoost é um recurso que parece simples, mas que se revela complexo e até contraditório depois de examinado um pouco mais minuciosamente.

Desde que você utilize um pendrive de fabricação recente, de 1 GB ou mais, ligado a uma porta USB 2.0, você realmente perceberá alguma diferença no tempo de carregamento dos programas. Muitos jogos e aplicativos maiores podem chegar a carregar em metade do tempo, além da performance geral melhorar um pouco (principalmente em micros com apenas 512 MB de RAM). Mas, se você medir as taxas de transferência do pendrive e do HD, vai perceber que, quase sempre, o HD é mais rápido. Como pode então o pendrive melhorar o desempenho?

A questão central é que o HD é rápido em leitura seqüencial, onde são lidos grandes blocos de dados, situados em setores adjacentes. Um HD moderno pode facilmente superar a marca de 60 MB/s, enquanto o pendrive fornecerá 15, 20, ou, quem sabe, 30 MB/s. Apesar disso, o HD possui um tempo de acesso muito alto e por isso pode oferecer taxas de transferências incrivelmente baixas (muitas vezes 2 MB/s ou menos) ao ler vários arquivos pequenos espalhados. Nesse quesito o pendrive leva uma grande vantagem. Para você ter uma idéia da diferença, um HD com tempo de acesso de 13 milissegundos seria capaz de realizar pouco mais de 60 leituras a setores aleatórios por segundo, enquanto mesmo um pendrive de velocidade modesta pode realizar facilmente mais de 4.000 leituras por segundo.

Outra questão é que o pendrive e o HD são dois dispositivos distintos, ligados a barramentos separados, de forma que o sistema pode ler dados nos dois simultaneamente. O sistema aproveita então para copiar os arquivos pequenos, ou que estão gravados em setores distantes entre si do HD para o pendrive, além de usá-lo para armazenar parte da memória swap (exemplo de aplicação onde a baixa latência do pendrive oferece vantagens), fazendo com que o HD possa se concentrar em ler os arquivos maiores, função na qual é mais rápido.

Como a memória Flash não é volátil, os dados continuam lá, prontos para serem usados nos boots subseqüentes, sem que precisem ser novamente transferidos a partir do HD. O principal problema com o ReadyBoost é que a memória Flash possui um limite de ciclos de leitura, de forma que o uso intenso pode fazer com que o pendrive apresente defeito depois de um ou dois anos de uso, sobretudo nos pendrives mais baratos, que utilizam chips de mais baixa qualidade.

Com a popularização do Vista, os fabricantes de memória Flash passaram a lançar diversos tipos de pendrives otimizados para o ReadyBoost. Inicialmente eram modelos de alto desempenho, construídos usando chips e controladores capazes de sustentar taxas mais altas de transferência. Em seguida, passaram a ser lançados pendrives "dual-channel", onde dois chips de memória Flash são acessados simultaneamente, dobrando a taxa de leitura e gravação, de forma muito similar ao que obtemos ao usar dois HDs em RAID 0.

Finalmente, surgiram pendrives de uso interno, novamente vendidos como modelos específicos para uso do ReadyBoost. Estes pendrives internos são instalados diretamente em um dos headers USB da placa-mãe, os mesmos conectores de 9 pinos onde você conecta as portas USB frontais do gabinete. A idéia é que eles fiquem instalados continuamente, mantendo o cache o ReadyBoost:

Com exceção da mudança no conector, eles são pendrives normais, que podem ser usados tanto para o ReadyBoost quanto para guardar arquivos e fazer backups (ou ter o espaço dividido entre as duas aplicações). Caso a placa-mãe suporte boot através da porta USB, você pode até mesmo usá-los para instalar o sistema operacional (substituindo o HD) e assim obter um PC sem partes móveis. Naturalmente, você não conseguiria instalar o Vista em um pendrive com 2 ou 4 GB, mas é possível instalar Linux, ou mesmo fazer uma instalação enxuta do Windows XP.

Barramentos: Entendendo o PCI e o PC Card

O PCI é um dos barramentos mais antigos ainda em atividade. O padrão foi finalizado em 1992 (ou seja, 19 anos atrás), mas ele continua na ativa até hoje, presente na maioria das placas-mãe:

O PCI opera nativamente a 33 MHz, o que resulta em uma taxa de transmissão teórica de 133 MB/s. Entretanto, assim como em outros barramentos, a freqüência do PCI está vinculada à freqüência de operação da placa-mãe, de forma que, ao fazer overclock (ou underclock) a freqüência do PCI acaba também sendo alterada.

Em uma placa-mãe soquete 7 antiga, que opera a 66 MHz, o PCI opera à metade da freqüência da placa-mãe. Ao fazer overclock para 75 ou 83 MHz, o PCI e todas as placas conectadas a ele passam a operar a respectivamente 37.5 MHz e 41.5 MHz. Isto acabava resultando em um ganho expressivo de desempenho, já que, além do processador, temos ganhos de desempenho também em outros componentes.

Conforme a freqüência das placas foi subindo, passaram a ser utilizados divisores cada vez maiores, de forma a manter o PCI operando à sua freqüência original. Em uma placa-mãe operando a 133 MHz, a freqüência é dividida por 4 e, em uma de 200 MHz, é dividida por 6.

Como você pode notar, o barramento PCI tem se tornado cada vez mais lento com relação ao processador e outros componentes, de forma que com o passar do tempo os periféricos mais rápidos migraram para outros barramentos, como o AGP e o PCI-Express. Ou seja, a história se repete, com o PCI lentamente se tornando obsoleto, assim como o ISA.

Em seguida temos o padrão PCMCIA, que surgiu em 1990 como um padrão para a expansão de memória em notebooks. A idéia era permitir a instalação de memória RAM adicional sem precisar abrir o notebook e instalar novos módulos o que, na maioria dos modelos da época, era bem mais complicado do que hoje em dia.

Em 1991 foi lançado o padrão 2.0, que previa a conexão de outros periféricos, como modems, placas de rede, placas de som, adaptadores de cartões e assim por diante. Ironicamente, o padrão PCMCIA foi rapidamente adotado pelos principais fabricantes, tornando-se o barramento de expansão mais usado nos notebooks, mas nunca chegou a ser realmente utilizado para atualização de memória, como originalmente proposto. :)

A partir da versão 2.0, o padrão também mudou de nome, passando a se chamar oficialmente "PC Card". Apesar disso, o nome "PCMCIA" acabou pegando e, embora não seja mais o nome oficial do padrão, é usado por muita gente. Tecnicamente, "PCMCIA" é o nome da associação de fabricantes, enquanto "PC Card" é o nome do barramento, mas, na prática, os dois acabam sendo usados como sinônimos.

Existem duas versões do barramento PC Card. O padrão original era baseado em uma versão "modernizada" do barramento ISA, que operava a 10 MHz (sem tempos de espera), transmitindo 16 bits por ciclo, resultando em um barramento de 20 MB/s.

Em 1995 foi lançada uma versão atualizada, baseada no barramento PCI, que continua em uso até os dias de hoje. O novo padrão preservou a compatibilidade com as placas antigas, de forma que você pode continuar utilizando modems e placas de rede PC Card antigas, mesmo em um notebook atual.

Naturalmente, o oposto não é verdadeiro, de forma que as placas de 32 bits não funcionam nos notebooks antigos, embora o encaixe seja o mesmo. É fácil diferenciar os dois tipos, pois as placas de 32 bits possuem uma decoração dourada no encaixe. Aqui temos duas placas de 16 bits (um modem e uma placa wireless) e uma placa de rede de 32 bits no centro, que podemos diferenciar pela presença do detalhe dourado:

A maioria dos notebooks fabricados até 2002 possui dois slots PC Card, mas, a partir daí, a grande maioria dos fabricantes passou a oferecer um único slot, de forma a cortar custos. Como os notebooks passaram a vir "completos", com rede, som, modem e placa wireless e cada vez mais periféricos passaram a utilizar as portas USB, as placas PC Card se tornaram realmente um item relativamente raro, dando uma certa razão aos fabricantes.

Atualmente, os slots e as placas PC Card estão sendo lentamente substituídos pelos Express Card, assim como as placas PCI estão sendo substituídas pelas PCI Express. No caso dos notebooks, as mudanças tendem a ser mais rápidas, de forma que os slots PC Card podem desaparecer definitivamente mais rápido do que se espera.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Strings de modem

Introdução

Strings são sequências de comandos que programam o modem para determinadas funções. Elas são muito procuradas para resolver problemas. Abaixo temos algumas explicações das strings, seguido de uma série de sugestões de strings para cada modelo de modem.

&F - Este comando vai carregar a configuração original de fábrica.
&B1 - Faz com que o modem procure a melhor taxa de transmissão de dados de acordo com a conexão.
&K1 – Faz com que o modem trabalhe automaticamente a compressão de dados.
&K3 – Habilita o V.42 (compressão de dados) ou em algums habilita o controle de fluxo por hardware
&A3 – Vai selecionar a correção de erros.

Você pode pegar TODAS as SUAS strings no arquivo INF que está no seu CD de instalação do Windows ou na pasta C:\windows\inf\other

Mas onde eu posso colocar as strings?
No painel de controle clique em "modems" depois em "propriedades" e em "conexão" clique "avançadas".


Em "Configurações adicionais" onde você poderá colocar suas strings.

Uma maneira divertida de "programar" o modem através de strings é usando a tela de terminal. Para usar você abre o "acesso a rede Dial-up" e com o botão direito clica no ícone correspondente a sua conexão e "propriedades" depois em "configurar" e na orelha "opções" clique em "exibir uma janela de terminal antes da discagem".

Pronto!! quando for conectar aparecerá uma tela preta na qual você poderá programar o modem usando as strings. Por exemplo colocando "ATDT4545455" onde o 455455 é o número do seu provedor, o modem irá discar por TOM (ATDT) ou por pulso (ATDP) para esse número e depois usestrings compatíveis com o momento.

Uma outra explicação para as strings que começam com S.

S0=n

número de toques para resposta automática

S1=n

contador de toques

S2=n

caracter de código de escape

S3=n

caracter de retorno da operadora

S4=n

caracter de alimentação de linha

S5=n

caracter da tecla backspace

S6=n

valor de espera para discagem

S7=n

valor de tempo de espera para detecção de portadora

S8=n

tempo de espera de pausa para discagem

S9=n

tempo de resposta de detecção de portadora

S10=n

tempo de desconexão de portadora

Strings especiais:
* Quando você conecta a internet e no ícone de status aparece a velocidade serial ao invés da velocidade de transmissão da linha, você pode utilizar a seguinte string: ATW0 (AT W zero). Por exemplo se no ícone de status estiver aparecendo 115.200 bps, ou outra que você acha que não corresponde, então você deve usar tal string. OBS: Em alguns casos essa string não funcionará.

* Se você usa o serviço de atendimento simultâneo (servico oferecido por centrais digitais) e sua conexão cai sempre que alguém liga para você, podemos tentar a seguinte configuração S10=255. OBS: Em alguns casos essa string não funcionará.

* Se você tiver problemas de cogelamentos na conexão, use a string S15=128
Motorola Lifestyle ou outro Motorola V.34 substitua a string indicada acima por AT&F%C0\N\V4.

*Configurando o modem para ter velocidade de conexão automática
AT&N0

PcTel

PC-TEL 56k v.90 hsp voice/data/fax/speaker phone
AT&F&C1&D2&K3W2

PC-TEL HSP micro modem
AT&F

PC-TEL HSP56MICROMODEM
AT&F&C1&D2&K3W1

PC-TEL HSP Modems (todos)
AT&F&C1&D2&K3W1

PC-TEL V.90 Flex56k HSP PnP Modem
AT&FE0&C1&D2&K3V1W3S0=0

PC-TEL Netstar 33.6 HSP PnP Deluxe
AT&F&C1&D2X3

Genius

Genius GM56flex-V
AT&F

Cirrus Logic

Cirrus Logic CL-MD 56XX
AT&F&C1&D2V1E0W3S0=0

Cirrus Logic CL-MD-34XX
AT&F&C1&D2%C0N3V0^M

Cirrus Logic CL-MD3450
AT&FX4

Cirrus Logic CL-MD34xx
AT&FX4

Cirrus Logic CL-MD56XX
AT&F&C1&D3&K3

Cirrus Logic Cirrus Logic PnP V.34+ Voice Fax Modem
AT&FE0V1W4&C1&D2Q3N3J1%C1H3S95=47S0=0

Cirrus Logic General Cirrus Logic
AT&F&C1&D2Q3N3J0%C1"H3S7=60

Cirrus Logic IJ-5615CPS
AT+MS=V90,001,0,0,0,0

Cirrus Logic MDK1414UN
AT&F&W&W1

Cirrus Logic PnP V.34+ Voice FAX modem
AT&FEOV1W4&C1&D2Q3N3J1%C1H3S95=47SO=0

Cirrus Logic cirrus logic
CL-1414HVF

Diamond

Diamond 56i V PRO
E1S10=30S11=50S27=64S36=7

Diamond SUP2124
AT&F

Diamond Supra 56i voice
S202=32

Diamond Supra Express E v90
AT&F2W2+MS=12,1

Diamond Supra Max
AT&F

Diamond Supra Sonic II
S9=50S10=50

Diamond SupraExpres 56K
AT&F1

Diamond SupraExpress 336 External PnP
AT&F2

Diamond SupraExpress 336i V+Intl
ats0=0e1q0v1x4

Diamond SupraExpress 56e
AT&F2

Diamond SupraExpress 56e Sp
AT&F1

Diamond SupraExpress 56i Sp
AT&F2&C1&D2S11=60L3+ms=56

Diamond SupraExpress 56i Sp V.90
AT&F2W2+MS=12,1

Diamond SupraExpress 56i Voice V.90
AT&F2&D2S95=1^M

Diamond SupraExpress 56iSP
AT&F2S95=1^M

Diamond SupraExpress56ePRO
AT&F

Motorola

Motorolla SM56 PCI Speakerphone
AT&F&D2&C1V1S0=0E0*bo4*ba4+a8e=1,1

Motorola ModemSUFR 56K
AT&F&C1&D2&K3V1N3L1S0=0

Motorola ModemSURFR 56K V.90 upgrade
AT&F0E0W1N2&R0%E2L0+MS=12,0,33600,54667

Motorola VoiceSURFR 56K
Clique AQUI

Motorola VoiceSURFR 56K
AT&FV1W1M1N1Q0X4Y0&C1&K3%E2N4V0A3+MS=56,1

Motorola Voicesurfer
AT&F#CLS=8HZ

Motorola motorola sm56k
at&f

Motorola sm56
AT&F&D2&C1V1S0=0E0*bo4*ba4+a8e=1,1

USR/3Com

USR 3Com U.S.Robotics 56k Message Modem v90 EXT
at&f2

USR 3Com US Robotics 56K Voice Faxmodem (UK)
AT&F1

USR 5685
at&f
atdt

USR 5686
AT&F1

USR 568602
&F1

USR 56K
AT&F1&K0&I0S33=32S15=128S27=64
AT&F1
AT&F

USR 56K Fax/Voice
AT&F1E0Q0V1&C1&D2S0=0

USR 56K X2 SERIES
At&FE0V1M1X0S15=128

USR 56K X2 Voice/Fax/Data Modem
AT&F1&H1&R2&N0&U0B0&N4&K1

USR 56K X2 voice alternate
AT&F&K3

USR 56K v.90 fax winmodem
AT&F2S32=66

USR 56K voice INT
AT&F&1&K3

USR 56k
4689746522221
AT&F

USR 56k Sportster Faxmodem with X2
AT&F1&B1&D2&H1&10&K1&M4S7=60

USR 56k VOICE INT PnP
AT&F1

USR 56k Winmodem (v.90)
ATS15=8S33=32

USR 56k X2
AT&F

USR 56k faxmodem w/ v.90 56k standard and x2 technology
AT&F1&B1&D2&H1&10&K1&M4S7=60

USR 56k plug & play
&c1&h3&a2&d2&k3s10=255

USR 56k voice internal
at14

USR 56k voicewin RS
at&f&c1&d2s15=128

USR Any 56K
S32=66

USR COURIER V. EVERYTHING with V.34 (ext) quem fez upgraded para X2 e depois para v.90
AT&F1E1Q0V1&A3&C1&D2X6S0=0

USR Courier HST Dual Standard
AT&F1S0=0 Q0 V1 X4B0F1&K0

USR Courier V.34 Ready Data/Fax
AT&F1S0=0 Q0 V1 X4B0F1&K0

USR SPORTSTER 56K VOICE INTERNAL
AT&F1&K3

USR Sportster 28800 V.34 Data/Fax
AT&F&H1&R2&B1&C1&D2&M4&K0&A3E1 X4 Q0 V1

USR Sportster 33.6 Data/Fax
&F1&C1&D2

USR Sportster 33.6 faxmodem
ATS0=0E1Q0V1X4&B1&C1&D2&H1&K0&N0

USR Sportster 56K Voice/Fax
AT&F1S10=255

USR Sportster 56k Faxmodem Internal
AT&F1&C1&D2E0Q0V1L0

USR Sportster 56k Voice/Fax/Data
AT s10=30 s11=45 s9=2

USR Sportster 56k Winmodem
AT&F2

USR Sportster Flash
AT&F1
S32=66

USR Sportster Voice 56K Faxmodem x2
AT&F1&K0&I0S15=128S27=64S33=32

USR Sportster Winmodem 28.8
at&f1&k0

USR Sportster winmodem internal 33.6 Fax modem for Windows
X1

USR Sposter Voice 33.6 PnP Fax Internal
ATZ

USR U.S. ROBOTICS 56K FAX V4.6.6
ATS0=0V1X4M1&C1&D2

USR USR X2 Winmodem Fax
AT&F1

USR USR 33.6 Sportster Internal
AT&F&B1&H1&R2&A2&K2X4S11=50

USR USR 56K Winmodem (V.90)
ATS15=8S33=32

USR USR 56K v.90 Int Voice Faxmodem
AT&F1

USR USR 56k Internal
ATS15=128

USR USR 56k WinModem
ATS38=38

USR USR 56k voice win modem
s32=98

USR USR Courier I-Modem: 56k connect
AT&F1*V2=5*D0=1S67=0S68=64S69=32

USR USR Courier v.Everything
AT&F&D2&C1&H1&R2$&I0S7=55

USR USR Sportster 33.6 Winmodem Model 1125
AT&F1S7=60S19=0&M&K1&H1&R2&I0B0X^M

USR USR Sportster Winmodem 33.6 Upgraded to 56K
&K2&H1S12=0S21=0

USR WorldPort Dual Standard Cellular FAX PCMCIA
AT&F1 S0=0 Q0 V1 X4 B0 F1 &K0

USR flash 56x2
AT&FE1V1QO&A3&B1&H1&R2&DO&C14SO=OS7=90


USR sportster winmodem 33.6
at&f1

USR usr 56k 5683
at&fs32=34

3Com LT WIN Modem
AT&

3Com U.S Robotics x2 winmodem voice
ats10=254

3Com windows LT modem
&fw

3Com 005686
at&f1

3Com 005687.02
E1L0M0

3Com 00568702
at&f1

3Com 0459
AT&F1

3Com 1272
ATS15=128

3Com 1663/5684
AT&F1&WY

3Com 2819
AT&F

3Com 2864ID Zyxel
AT&F

3Com 2925
AT

3Com 3Com/US Robotics 56k model 1749
AT&F1

3Com 5687
s32=98

3Com 568700
at&f1

3Com 56K FDSP TeleModem
AT&F

3Com Leopard56k/spkrpho/voice/fx/data/pnp
AT&K4

3Com us robotics 56K FAX INT PnP model 5687
AT&F1

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Particionar o HD melhora a velocidade?

Particionar o HD pode melhorar a velocidade do processamento de dados em sua máquina.

Um disco rígido com múltiplas partições acaba diminuindo
o número de vezes em que ele é efetivamente solicitado, acessado e modificado, portanto, isso faz com o tempo de resposta de cada ação realizada seja também diminuído. É uma conta simples: você “utiliza menos” determinadas partições e elas passam a funcionar mais rapidamente.

Com um disco particionado, o tempo de “procura” que é feito no HD para gravar ou encontrar dados é diminuído, afinal, ela é feita em um espaço limitado pela partição, ou seja, não será preciso varrer o disco inteiro (com suas centenas de gigabytes) para encontrar ou gravar alguma informação. Por isso também ele tende a realizar tarefas mais rapidamente.

Formatação sem perda de dados

Se você divide seu disco em várias partes, ao necessitar de uma formatação, não precisará mais perder dados ou então salvá-los em outros dispositivos e mídias. Vamos dar um exemplo: você possui um HD de 320 GB. Na partição C: está instalado seu sistema operacional, na D: está os arquivos que você mais usa e programas instalados.

Para formatar seu disco sem perder dados ou mesmo necessitar reinstalar seu sistema operacional, você somente formatará a partição D:. Para não perder nenhum de seus arquivos, mova os que devem ser salvos para a partição E: e então siga adiante com a formatação, simples e sem perder nada.

Organização de dados

Formatar seu HD também pode ter um sentido de organização de tudo que você possui. Ao fazer isso, você poderá reservar um espaço para o seu sistema operacional, outro para guardar arquivos multimídia (músicas, filmes, jogos, etc.), outro para a instalação de programas diversos e, por fim, um outro que funcionaria como uma “zona de escape”, para ser usado no caso de formatações. Desta forma seus arquivos estarão agrupados e organizados, facilitando sua utilização e até mesmo formatação.

Desfragmentar somente as partições necessárias

Desfragmentar seu disco é algo bastante importante e necessário e deve ser feito regularmente. Particionar o HD poderá tornar mais prático também a tarefa de desframentá-lo posteriormente, afinal, será possível desfragmentar apenas as partições que necessitam desta tarefa, e não o disco todo.

 
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